Posse Dilma / Reações

Segolène Royal diz se identificar com vontade de agir de Dilma

Ségolène Royal foi a única mulher a concorrer ao segundo turno de uma eleição presidencial na França, no ano de 2007.
Ségolène Royal foi a única mulher a concorrer ao segundo turno de uma eleição presidencial na França, no ano de 2007.  Fête de la Fraternité 

A ex-candidata à presidência da França conheceu Dilma Rousseff durante Fórum Social de Belém, em 2009. Em entrevista à Radio França Internacional, ela fala de sua admiração pela nova chefe de Estado e dos desafios que a presidente terá, principalmente no campo da educação. A socialista francesa diz se identificar com vontade de agir da brasileira.

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Ségolène Royal foi a única mulher a concorrer ao segundo turno de uma eleição presidencial na França, no ano de 2007, contra o atual chefe de Estado, Nicolas Sarkozy. Atual presidente do Conselho Regional de Poitou-Charentes, região do centro-oeste da França, ela foi ministra do Meio Ambiente e vice-ministra das pastas da Educação, e da Família e da Infância. Ela é conhecida por sua posição de mulher livre e por defender casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ségolène também ganhou grande popularidade ao obter, em 1970, a inclusão da mãe na lei do Direito francês sobre a autoridade parental. Até então, a autoridade sobre a educação das crianças era exclusivamente do pai.

Com mais de trinta anos de carreira política, Ségolène tem grande admiração por Dilma, com quem esteve no Fórum Social de Belém, em 2009. Ela tem muito a dizer à nova presidente do Brasil: "Em primeiro lugar, eu agradeço a ela em nome de todas as mulheres que atuam na política, porque ainda há muito, muito machismo nesse meio, ainda é muito difícil para as mulheres conseguirem chegar ao poder, aos cargos de alta responsabilidade. Eu espero que sua vitória ajude outras mulheres a se engajarem e sairem vitoriosas a este nível. Em seguida, eu gostaria de desejar ao Brasil que seja bem sucedido no seu grande projeto, que é o projeto educativo, acho que há um trabalho considerável, um trabalho imenso nesse país muito jovem. Quando estive no Fórum de Belém, no ano passado, fiquei impressionada com a juventude do povo brasileiro, eu desejo de todo coração que ela vença este desafio extraordinário que é o de educar a juventude brasileira", diz Ségolène.

Quanto ao fato de Dilma suceder ao presidente mais popular que o Brasil já teve, a socialista francesa acha que a nova líder tem que se impor e dá um conselho: "É preciso que ela saiba, principalmente, que o tempo passa muito rápido quando temos responsabilidades; a cada dia é preciso fazer avançar sua causa, suas ideias, e é esta energia permanente que ela vai ter que empregar, mas eu sei que isso não lhe falta, pois eu estava no Brasil no lançamento de sua campanha. Eu creio também que sua equipe deve se unir ao seu redor para fazê-la avançar, pois é assim que o Brasil vai avançar também", afirma Ségolène.

Esperando que França e Brasil continuem alimentando os laços de amizade, Ségolène Royal diz que o ponto comum entre ela e Dilma Rousseff é a coragem. "Ela é uma mulher extremamente corajosa, que superou muitas dificuldades; também me identifico com ela na vontade de agir", termina Ségolène Royal.
 

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