Brasil/Argentina

Em Buenos Aires, Dilma assina 15 acordos e reforça relação bilateral

Dilma Rousseff escolheu a Argentina para sua primeira viagem internacional.
Dilma Rousseff escolheu a Argentina para sua primeira viagem internacional. © REUTERS/Ueslei Marcelino

 A presidente brasileira desembarca na base aérea militar de Buenos Aires ao meio-dia desta segunda-feira e segue direto para a Casa Rosada, onde será recebida pela presidente argentina, Cristina Kirchner.  

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Marina Guimarães, correspondente da RFI em Buenos Aires

Na primeira etapa da agenda, Dilma Rousseff e Cristina Kirchner vão ter uma conversa a sós, enquanto seus ministros se reúnem para concluir os textos dos documentos que serão assinados durante a visita. Ao finalizar a reunião privada, as presidentes vão receber as associações de defesa de Direitos Humanos das avós e mães dos desaparecidos durante a ditadura militar argentina entre 1976 e 1983. Essa reunião foi um pedido expresso da associação das mães da praça de maio ao governo brasileiro. Logo depois, Dilma e Cristina se unem aos ministros para uma reunião ampliada, onde vão ser assinados 15 acordos. Um deles pretende avançar o projeto de construção de um reator nuclear multipropósito. Como o nome sugere, o reator pode ser usado para várias finalidades, inclusive para a área médica, segundo informou o embaixador do Brasil na Argentina, Enio Cordeiro.

Dilma Rousseff e Cristina Kirchner assinarão um convênio entre a Caixa Econômica Federal e o Ministério do Planejamento da Argentina para que a experiência do programa "Minha Casa, Minha Vida" possa ser usada pelo governo argentino. Segundo o embaixador, a Caixa não investirá recursos na contratação de moradias na Argentina. O convênio prevê apenas a transferência de conhecimento e tecnologia.

Os dois governos vão reiterar ainda acordo para construção do complexo hidroelétrico de Garabi, no Rio Grande do Sul. De olho no mercado global, Brasil e Argentina vão assinar também um acordo de cooperação no setor de biocombustíveis. O Brasil é uma potência na produção de etanol, enquanto a Argentina é um dos líderes mundiais em biodiesel. A ideia é intercambiar tecnologias para aumentar a produção e, juntos, vender biocombustíveis a terceiros países.

Diálogo empresarial

As duas presidentes também vão lançar a proposta de um Fórum Empresarial Brasil-Argentina para criar um espaço de discussão de alto nível entre os líderes empresariais dos dois países. Para o Itamaraty, a relação Brasil –Argentina chegou a uma terceira fase, que é a integração das sociedades, na qual se deve trabalhar na área social e aprimorar as questões fronteiriças. Por isso, na declaração final da viagem, ambas pretendem dar instruções específicas para ampliar a temática da relação bilateral, com ênfase na formulação de agenda cidadã em temas como habitação, saneamento e desenvolvimento urbano, educação, cultura e promoção da igualdade de oportunidades.

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