Davos/Brasil

Brasil entusiasma economistas em Davos

Fórum economico e social de Davos.
Fórum economico e social de Davos. Reuters/Michael Buholzer

O Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, foi oficialmente encerrado no domingo em clima de otimismo. Apesar da pequena participação brasileira este ano, economistas presentes ao evento avaliam que o futuro do Brasil é promissor.

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Deborah Berlinck, em colaboração especial para RFI

 

Apesar de ter vindo com uma delegação tão pequena que praticamente desapareceu no meio de um verdadeiro batalhão de chineses, indianos e russos, o Brasil, passou pelo crivo do Fórum Econômico Mundial de Davos este ano com fama de bom aluno. Pela primeira vez em anos, não se ouviu uma critica ao rumo econômico do país.

Ao contrário. Em uma entrevista, o economista Larry Summers, que comandou a resposta do governo de Barack Obama à pior crise americana desde os anos 30, engrossou o coro dos entusiastas, dizendo que o Brasil vai ser líder dos Brics, o grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia e China, nos próximos anos.

Outro economista famoso, o indiano Jadish Bhagwati, da universidade de Columbia, em Nova Iorque, também acha que Brasil, Índia e China estão no caminho de anos de crescimento sustentado. Dos Brics, Bhagwati só não aposta na Rússia que, segundo ele, enfrenta problemas de mais por causa de uma transição incompleta para um regime capitalista democrático. A inflação foi o único alarme que todos soaram em relação aos emergentes.

Já europeus e americanos comemoraram o fato de estarem finalmente começando a sair do buraco. Davos encerrou este ano, na realidade, comemorando não um sucesso, mas sim o fato de a economia mundial ter conseguido evitar mais desastre. Como resumiu Paul Bulcke, principal executivo da gigante suíça Nestlé e um dos presidentes do encontro de Davos: «não caímos no precipício. Há crescimento no mundo».

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