FAO/Eleição

Brasileiro José Graziano é eleito diretor-geral da FAO

O brasileiro José Graziano foi eleito diretor-geral da FAO durante a 37ª conferência da instituição, em Roma.
O brasileiro José Graziano foi eleito diretor-geral da FAO durante a 37ª conferência da instituição, em Roma. Reuters

O candidato brasileiro José Graziano da Silva foi eleito neste domingo, em Roma, diretor-geral da agência da ONU para a Alimentação e Agricultura. Ele será o primeiro latino-americano a dirigir a instituição que luta contra a fome no mundo.

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A eleição foi disputada e o resultado apertado. José Graziano venceu com uma diferença de apenas 4 votos. Ele obteve 92 votos, contra 88 conquistados por seu rival, o ex-ministro das Relações Exteriores espanhol, Miguel Angel Moratinos, esta tarde em Roma, no segundo dia da 37ª conferência da organização. Os outros 4 candidatos que também estavam na disputa, o iraquiano Abdul Latif Rasih, o austríaco Franz Fischler, o indonésio Indroyono Seoselio e o iraniano Mohammad Saeid Noori, se retiraram no primeira rodada da votação, na manhã deste domingo.

O ex-ministro de Segurança Alimentar do governo Lula e atual subdiretor da FAO vai suceder ao senegalês Jacques Diouf que comandou a agência da ONU durante 17 anos. José Graziano foi o idealizador do programa brasileiro Fome Zero. Sua campanha para liderar a instituição foi baseada nesta experiência e na sua contribuição atual para renovar e desburocratizar a FAO.

José Graziano, de 61 anos, terá um desafio enorme pela frente. Atualmente, 925 milhões de pessoas são desnutridas no mundo e a cada seis segundos uma criança morre de fome. Ele defende o fortalecimento da agência da ONU para a Alimentação e Agricultura.

Primeiro latino-americano a dirigir a FAO

Esta é a primeira vez que um latino-americano é eleito para dirigir a FAO, que historicamente é comandada por um representante de um país em desenvolvimento. Mas este ano, em meio à escolha do novo diretor do FMI, esta eleição ganhou uma atenção especial. O México, que apresentou um candidato para a direção do Fundo Monetário Internacional, decidiu apoiar a candidatura do espanhol Moratinos. Mas com a designação quase garantida da francesa e candidata europeia, Christine Lagarde, para o comando do FMI, o Brasil se impôs na FAO.
 

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