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Carrefour/Fusão

Projeto de fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour será definido no dia 2 de agosto

O empresário brasileiro Abílio Diniz.
O empresário brasileiro Abílio Diniz. Roosewelt Pinheiro/ABr
3 min

O fracasso, pelo menos temporário, do projeto de fusão do Carrefour com o grupo brasileiro CBD/Pão de Açúcar recebe destaque nesta quarta-feira nas páginas de economia dos jornais.

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O diário conservador Le Figaro explica que o conselho de administração do Casino chegou à conclusão que a proposta de fusão das atividades do grupo com seu concorrente direto, o Carrefour, no Brasil não iriam gerar os lucros apresentados por Abílio Diniz. A rejeição ao projeto, expressa ontem pelo conselho de administração do Casino, em Paris, foi baseada em um estudo da empresa de consultoria Roland Berger, que considera que uma aproximação entre os concorrentes franceses no Brasil resultaria num lucro líquido de apenas 0,8% do faturamento e não de 3,2% como descreve o projeto de Diniz.

Le Figaro mostra, no entanto, que o empresário brasileiro está determinado a se manter no poder no negócio que herdou do pai. Segundo o jornal, Abílio Diniz estabeleceu uma estratégia em dois tempos: na primeira etapa, o Casino, que tem 43% do capital da CBD, é levado a rejeitar a fusão, para em seguida se ver obrigado a ceder sua parte. Mas como assim?

Le Figaro explica que o contrato de gestão da holding do grupo, a Wilkes, pressupõe que os dois acionistas, Pão de Açúcar e Casino, sempre tomarão decisões de forma a defender os interesses do grupo de distribuição no Brasil. E Diniz manobra para convencer o conselho executivo da holding, muito mais próximo dele do que do empresário francês Jean-Charles Naouri, que o Casino está prejudicando a CDB ao rejeitar o projeto de fusão com o Carrefour. Num conselho de administração da holding, marcado para 2 de agosto, será possível saber se a estratégia de Diniz foi acertada. O jornal conservador também sublinha que o fato de o BNDES ter desistido do projeto não tem muita importância, já que outros bancos brasileiros estão dispostos a financiar a transação.

O jornal Les Echos relata que o Carrefour lamenta que o Casino tenha rejeitado o projeto dando ênfase apenas aos aspectos negativos da operação e não ao potencial do negócio no futuro. Um das críticas do Casino é que o projeto de Diniz aposta no modelo dos hipermercados, que de acordo com vários estudos estaria fadado ao declínio no Brasil.

Os dois jornais estão de acordo que o fórum de decisão será mesmo o conselho executivo da holding. Próximo capítulo no dia 2 de agosto.
 

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