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Haiti/Dilma

Dilma fecha acordo no Haiti para lutar contra imigração ilegal

A presidenta Dilma Rousseff conversa com o presidente do Haiti, Michel Martelly (d), nesta quarta-feira.
A presidenta Dilma Rousseff conversa com o presidente do Haiti, Michel Martelly (d), nesta quarta-feira. REUTERS/Swoan Parker
Texto por: RFI
3 min

A presidente Dilma Rousseff, em visita oficial ao Haiti, e o presidente da nação caribenha, Michel Martelly, fecharam nesta quarta-feira um acordo para deter a imigração ilegal dos haitianos que se instalam no país desde o início do ano. Dilma prometeu a assinatura de um acordo que prevê a concessão de 1.200 vistos aos haitianos, sem permissão de trabalho.

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A presidente disse que o país está aberto a receber cidadãos da nação caribenha, e que o combate à imigração clandestina visa os grupos que agenciam o transporte entre os dois países, conhecidos como coiotes. A decisão do governo brasileiro de limitar a entrada dos haitianos no Brasil, em janeiro, gerou polêmica, apesar de as autoridades brasileiras, em contrapartida, terem regularizado a situação de 4 mil haitianos no Acre que conseguiram atravessar a fronteira. Na época, em entrevista à RFI, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Tovar da Silva Nunes, reiterou que o objetivo era dar boas condições de adaptação aos haitianos que chegavam ao Brasil.

O Haiti, país mais pobre das Américas, ainda se recupera dos efeitos do devastador terremoto de janeiro de 2010, que destruiu a capital Porto Príncipe, principal razão para a saída de haitianos. Antes de deixar a ilha, a petista visitou a base da Missão da ONU para a Estabilização do Haiti, a Minustah, e prestou homenagem aos soldados brasileiros.

Depois de sete anos, o Brasil reduzirá gradualmente sua presença militar no país a partir de março. Cerca de 200 militares devem voltar para casa. Atualmente, 2.200 soldados brasileiros integram a missão. O governo brasileiro defende que a ONU continue no país, mas para ajudar no desenvolvimento do Haiti, e não mais na manutenção da segurança, que seria transferida, paulatinamente, para as autoridades. De acordo com Dilma, o Brasil vai formar uma comissão mista com o Haiti para a implantação defnitiva de uma força local. Antes de deixar o país, a presidente visitou a base onde vivem os soldados brasileiros.

 

 

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