Brasil/OMC

Eleição de Roberto Azevêdo na OMC é uma vitória do Brasil, diz Le Monde

Le Monde

O jornal francês Le Monde que chegou às bancas na tarde desta quarta-feira, 8 de maio de 2013, traz um grande artigo e um editorial analisando a eleição do embaixador brasileiro Roberto Azevêdo para a direção-geral do FMI. O Le Monde afirma que a vitória confirma a influência mundial do Brasil.

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O vespertino diz que a escolha do brasileiro para dirigir a OMC é um sucesso pessoal para este diplomata de carreira. Roberto Azevêdo é o representante do Brasil na instituição, participou de quase todas as negociações da Rodada Doha desde 2001, e construiu uma sólida reputação, lembra o Le Monde.

Mas o jornal acredita que a indicação representa principalmente uma vitória do Brasil na cena internacional. O Itamaraty mostrou uma grande habilidade para convencer a maioria dos 159 países que integram a OMC a votar no candidato brasileiro, elogia o Le Monde. “Pela primeira vez, o Brasil vai realizar o seu sonho de dirigir uma instituição do sistema Bretton Woods, confirmando sua importância mundial crescente e integração no mundo dos grandes”, analisa o artigo.

O novo diretor-geral tem que acabar com a paralisia da OMC, instituição multilateral indispensável para a regulação da globalização e proteção dos países em desenvolvimento. Seu desafio será relançar a Rodada Doha de liberalização do comércio mundial, avalia o Le Monde. A prova de fogo de Azevêdo será a conferência ministerial da OMC, prevista para dezembro, em Bali, que acontece apenas três meses após sua posse. 

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