Linha Direta

Mercosul encerra 2013 com poucos avanços

Áudio 04:34
Os presidentes sul-americanos Evo Morales,Cristina Kirchner, José Mujica, Dilma Rousseff e Nicolas Maduro.
Os presidentes sul-americanos Evo Morales,Cristina Kirchner, José Mujica, Dilma Rousseff e Nicolas Maduro. REUTERS/Nicolas Garrido

No próximo 17 de janeiro, os presidentes do Mercosul se reúnem em Caracas, na Venezuela, para um novo encontro de Cúpula do bloco. A reunião será marcada pelo balanço dos primeiros meses da Venezuela como membro pleno, pelo regresso do Paraguai ao bloco e pelo recomeço das negociações entre o Mercosul e a União Europeia para a formação de uma área de Livre Comércio.Mas há pouco o que festejar em conquistas concretas: o Mercosul vive um estado de estagnação sem avanços comerciais relevantes e com os descontentamentos públicos do Uruguai e de setores empresariais do Brasil que sentem perder mercados.Um estudo da Universidade Católica do Uruguai revelou que 89% dos pontos da última reunião de Cúpula em agosto passado foram políticos e não comerciais. Prova disso: o encontro no Uruguai foi marcado pelo escândalo internacional de espionagem.A próxima reunião no dia 17 vai apelar para as expectativas de novos membros e para o acordo com a União Europeia que é visto como a grande aposta do bloco. Mas, entre os membros, muitos não escondem o ceticismo e criticam a posição adotadas pelos seus pares. O presidente do Uruguai, José Mujica, afirma que a política protecionista da Argentina é "uma política insular" que "prejudica a integração" e que faz "pedacinhos do Mercosul".Para ouvir a análise completa no correspondente da RFI em Buenos Aires, Márcio Resende, clique no áudio acima.