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Brasil/pesquisa

Pesquisa do IPEA sobre mulheres e estupro é destaque na França

Imagem do protesto convocado pelas redes sociais.
Imagem do protesto convocado pelas redes sociais. (Foto: Reprodução)
Texto por: RFI
2 min

A imprensa francesa deste sábado deu destaque à pesquisa do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), mostrando que 65,1% dos entrevistados pensam que uma mulher usando roupas provocantes "merece ser estuprada." A notícia gerou revolta nas redes sociais e uma reação imediata da presidente Dilma Rousseff.

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O site do jornal de esquerda Libération, da revista Le Point e da emissora de rádio francesa RTL lembram que os resultados da pesquisa feita com 3.810 homens e mulheres provocaram indignação entre os internautas brasileiros. 58,5% dos entrevistados também declararam que, "se as mulheres se comportassem melhor, haveria menos estupros."

Em sua conta no Twittter, a presidente Dilma Rousseff estimou que "a sociedade brasileira ainda tem muitos progressos a fazer", e pediu que o governo e a população trabalhassem juntos contra a violência que atinge as mulheres.

Em resposta, cita a imprensa francesa, a jornalista e militante Nana Queiroz convocou uma manifestação no Facebook nesta sexta-feira, pedindo que as mulheres publicassem fotos com roupas curtas, em forma de protesto, com o cartaz "Eu não mereço ser estuprada", que virou hashtag nas redes.

"O mais surpreendente é que é permitido se despir durante o Carnaval, mas não na vida real", protestou a jornalista. Ela ressaltou que, no Brasil, o culto da sensualidade e do corpo se choca com o catolicismo conservador dominante. A organizadora do protesto digital também recebeu ameaças de violência sexual.

Os sites franceses também lembram que, em agosto de 2013, a presidente Dilma Rousseff reforçou a legislação que protege as mulheres de violências sexuais. A decisão do governo foi criticada pela Igreja Católica, que temia uma ampla legalização do aborto.

Durante a campanha de 2010, a presidente brasileira, ressalta a imprensa francesa, cedeu às pressões dos evangélicos e se comprometeu por escrito a não descriminalizar o aborto, decepcionando feministas e uma parte da esquerda.
 

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