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Brasil

Imprensa francesa se questiona sobre eficácia de operação na Maré

Policias iniciaram a megaoperação no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, de madrugada.
Policias iniciaram a megaoperação no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, de madrugada. Reuters
Texto por: RFI
3 min

A pouco mais de dois meses do início da Copa, a imprensa francesa noticia a megaoperação conjunta da PM e do exército no complexo da Maré no Rio de Janeiro. Os jornais, porém, se questionam sobre os resultados dessa ação.  

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O jornal La Croix diz que o complexo da Maré é uma das "zonas mais perigosas do Rio de Janeiro". No local, tanto os traficantes quanto a polícia são vistos pelos moradores como uma forma de opressão.

Moradores da Maré relataram ao jornal católico os abusos cometidos pela polícia durante essas operações militares como invasões repentinas nas casas das pessoas em plena madrugada em busca de drogas e de traficantes. Eles também falaram da morte de civis vítimas de balas perdidas. Na avaliação do diário católico, a operação do exército acontece em um momento de alta significativa da criminalidade do Rio. La Croix se questiona, então, se essa “pacificação armada” vai dar certo.

Já nas páginas de esporte, Le Figaro escreve: “(…) em relação à segurança dos turistas no Mundial, o Brasil tem dado uma imagem caótica de si mesmo a dois meses e meio do começo da Copa do Mundo”. Para o diário, a operação na Maré torna o clima dos preparativos para o Mundial ainda mais “pesado” e destaca que “o complexo da Maré está situado em um local estratégico para a cidade [do Rio de Janeiro] e por onde passarão milhares de torcedores durante o Mundial”.

Itaquerão

O acidente fatal com o operário Fábio Hamilton da Cruz, de 23 anos, no último sábado também preocupa a mídia francesa. “Essa corrida contra o tempo para entregar o estádio da capital econômica do Brasil custou a vida de um operário neste sábado”, escreve o jornal Le Figaro. Fábio escorregou de uma altura de aproximadamente 10 metros e não resistiu aos ferimentos. Ele, que era funcionário de uma empresa contratada para instalar as arquibancadas móveis do Itaquerão, foi o terceiro operário a morrer na construção da Arena do Corinthians.

Diante desse acidente e do problema de segurança no Rio de Janeiro, o Figaro resume: “A 74 dias da abertura do Mundial, as dúvidas sobre a capacidade das autoridades brasileiras de responder aos critérios de organização da Fifa não foram dissipadas”.

 

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