Unaids/Relatório

Aids recua no mundo, mas cresce no Brasil

Teste de diagnóstico do vírus HIV.
Teste de diagnóstico do vírus HIV. AFP PHOTO/ Isaac Kasamani

O número de casos e mortes provocadas pela Aids está em queda em todo o mundo. Mas no Brasil a epidemia continua crescendo, segundo um relatório do Programa das Nações Unidas HIV/Aids (Unaids) divulgado nesta quarta-feira (16) em Genebra.

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O Brasil tem 47% dos casos de Aids da América Latina, a maior proporção entre os países da região, e registrou um aumento de casos de 11% entre 2005 e 2013. No mesmo período, o número de novas infecções recuou 3% na América Latina. No final do ano passado, o Brasil contava com 1,6 milhão de pessoas portadoras do HIV, o equivalente a 2% da população mundial afetada pela doença.

Em 2013, 1,5 milhão de pessoas morreram de doenças provocadas pelo vírus HIV, uma queda expressiva de 11,8% em relação a 2012. Desde 2005, o número de vítimas da Aids recuava regularmente de 100 mil mortes por ano. Em 2013, essa queda foi de 200 mil, levando o diretor-executivo da Unaids a declarar, otimista, que "o fim da epidemia de Aids é possível".

O número de novos infectados também baixou e passou de 2,2 milhões em 2012 para 2,1 milhões no ano passado. A ONU ressalta a diminuição de novas contaminações entre as crianças.

Outra boa notícia é que apesar da crise econômica, nota-se o aumento crescente dos fundos de luta contra a Aids. Em dez anos, os recursos foram multiplicados por cinco, mas a batalha contra o HIV está longe de ser vencida.

A Unaids estima que US$ 24 bilhões são necessários para lutar contra a epidemia e US$ 22 milhões de doentes ainda não têm acesso a um tratamento adequado.

O mundo tem 35 milhões de soropositivos, a grande maioria deles na África Subsaariana, que permanece a região do mundo com o maior número de novos casos. África do Sul e Nigéria são os países mais afetados pela epidemia.

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