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Marina é grande ameaça para Dilma, diz imprensa francesa

A ex-senadora Marina Silva durante campanha presidencial em 2010.
A ex-senadora Marina Silva durante campanha presidencial em 2010. Wikipedia

Depois dos dados do Datafolha que mostram Marina Silva com um potencial de votos capaz de derrotar Dilma Rousseff no segundo turno, a imprensa se interessa pela figura de Marina Silva, nome mais provável para substituir Eduardo Campos como candidata do PSB à presidência.

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A versão eletrônica da revista Le Point avalia que Marina Silva pode ser “um elemento surpresa” em uma eleição em que a vitória de Dilma Rousseff parecia “tranquila”. Com a morte de Eduardo Campos, o panorama eleitoral brasileiro foi mudado bruscamente. Se Eduardo Campos não chegava a incomodar a tentativa de reeleição de Dilma, Marina chega como uma ameaça real.

“Marina se beneficia de uma grande vantagem. Ela já é muito conhecida no Brasil. Na eleição presidencial de 2010, ela obteve 19,3% dos votos quando concorreu pelo Partido Verde, o que representou 20 milhões de votos. Além disso, desde a morte de Eduardo Campos, todas as câmeras do país estão voltadas para a ex-ministra do Meio Ambiente”.

Opção religiosa pode favorecer Marina

O site jornalístico Rue 89 apresenta Marina como a "outra mulher que pode ser presidente do Brasil". A reportagem diz que Marina foi alçada à condição de candidata natural do PSB com a morte de Eduardo Campos embora não seja uma militante do partido. Para o site, Marina Silva pode representar um grande risco para Dilma Rousseff por ser “simpática e evangélica”, o que "é um fator importante no Brasil", avalia a reportagem.

O site da revista Le Nouvel Observateur afirma que Marina Silva “pode atrapalhar Dilma”. "Ecológica e carismática", escreve a revista, Marina também encarna uma alternativa à bipolaridade PT-PSDB no Brasil. Muitos eleitores que planejavam votar em banco ou nulo podem optar por Marina se ela realmente for confirmada como candidata do PSB, avalia a publicação.

 

 

 

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