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Correio dos Ouvintes para o Brasil

Costumes e preparativos do natal europeu no Correio dos Ouvintes

Áudio 08:20
Reuters

O encontro dominical desta semana vai falar dos preparativos natalinos europeus. Nosso convidado será Joacir Pedro Nunes, que acompanha o programa em Porto Alegre e mais uma vez nos deixa sua mensagem e votos para 2015.

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A Europa é conhecida por sua diversidade cultural e na hora de celebrar o natal não é diferente, já que cada país comemora a data com costumes e tradições distintos. Na França, por exemplo, a ceia de natal segue um verdadeiro ritual, no qual é de praxe degustar como primeiro prato especialidades como o foie gras, ostras, caracóis, ou ainda o boudin, um enchido de porco. Já como prato principal, o peru, com um recheio de castanhas é um dos favoritos. Carnes de avestruz, cervo e capão também são muito procuradas nesta época do ano. 

Na Inglaterra, o pudim de natal, feito a base de farinha de trigo, leite, especiarias e carnes é uma unanimidade. Com o passar do tempo, outros ingredientes, como ameixas, ovos e noz moscada foram adicionados. A preparação do pudim também tornou-se um ritual, que começa cinco semanas antes do dia de natal, e onde cada gesto tem um significado : a preparação tem que ser mexida da esquerda para direita, o que corresponde a viagem feita pelos reis magos indo do leste para o oeste. O processo deve ser feito de preferência com uma colher ou uma espátula de madeira, simbolizando a creche onde nasceu o menino Jesus.

Todos da casa devem participar da preparação e fazer votos enquanto trabalham a massa. Pode-se fazer 12 pedidos, esperando que se concretizem nos 12 meses seguintes.

Na Alemanha e em alguns países do norte da Europa costuma-se preparar uma casinha feita de doces e guloseimas. Já nos países escandinavos vende-se bebidas tradicionais disponíveis no comércio apenas durante este período de festa. As mais conhecidas são o “julmust” e o “glôgg”, vinho quente aromatizado com cravo, canela e um pouco de álcool branco.

Reuters

Na Noruega, o salmão defumado “Gravlacks” é a grande especialidade do país. Ao contrário do peixe escocês, que é alaranjado, o salmão norueguês é criado nas águas frias dos Fiordes e sua carne é conhecida por sua cor rosada e sua maciez. Além disso, no dia 25, é costume preparar um almoço com muita carne de porco, croquetes, salsichas, couve recheado.

Na Suécia, a especialidade é o arenque, que fica de molho numa preparação à base de cebolas e é degustado acompanhado de um pão preto, com pepino ao vinagre e creme.

Sobremesas

Calissons d'Aix  艾克斯的卡里颂
Calissons d'Aix 艾克斯的卡里颂 archive

Na França, na região da Alsácia preserva tradições seculares na preparação das sobremesas de fim de ano. São formas, tamanhos e gostos variados, quase sempre representando ilustrações de personagens natalinos. Os “Christolles”, para o menino Jesus, o “Mannele” em forma de tranças, ou ainda pinheirinhos de natal e luas. Desde o século XIV é costume preparar doces perfumados com canela, cardamomo, amêndoas e mel.

As frutas que são postas à mesa também são cheias de simbolismo: as passas representam a irmandade dos Dominicanos, as amêndoas a das Carmelitas, os figos a dos Franciscanos e as nozes a dos Agustinhos.

Não podíamos esquecer a tradicional “Bûche de Noel”, um bolo em forma de tronco que teve uma longa trajetória antes de tornar uma guloseima das festas de fim de ano. Segundo a lenda, era costume que um simples pedaço de madeira, tirado de uma árvore frutífera, fosse cortado antes do amanhecer. Em seguida, se pintava este troco, que era decorado com fitas vermelhas, antes de ser colocado no meio da sala. No dia de natal, antes da Missa do Galo, todos ficavam ao redor da lareira e, em meio a cantos, acendiam o fogo na lareira com o tronco decorado. As cinzas e os restos do tronco não consumidos eram distribuídos entre os presentes.

Alguns acreditavam que as cinzas da fogueira teriam o poder de curar doenças, proteger as casas dos trovões e das inundações. Mas com o passar do tempo, essa tradição transformou-se e hoje o símbolo da “bûche de noel”  deixou a lareira para ganhar espaço, como sobremesa, nas mesas no final do ano. 

Flickr/ Creative Commons

 

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