Brasil/Itália

Dilma e Renzi assinam em Roma plano de cooperação em 16 áreas

A presidente Dilma Rousseff e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, se encontraram no Palácio Chigi, em Roma
A presidente Dilma Rousseff e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, se encontraram no Palácio Chigi, em Roma Foto: Reuters

A presidente Dilma Rousseff se encontrou esta tarde com o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, no Palácio Chigi, sede do governo italiano, em Roma. Após a reunião, em declaração conjunta, Renzi afirmou que Itália e Brasil compartilham muitos valores culturais e interesses comerciais, mas que ainda há questões abertas, como no caso da Justiça.

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Gina Marques, correspondente da RFI em Roma

“Temos algumas questões abertas, em particular no que diz respeito ao setor da Justiça. Penso, espero e creio que esta renovada relação possa nos ajudar a resolver, no respeito das leis de cada país, inclusive a solução dos casos mais difíceis” disse o primeiro-ministro italiano.

Renzi não mencionou especificamente o caso do italiano Cesare Battisti, que em 2010 recebeu asilo político do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. O ex-terrorista italiano foi condenado em 1987 à prisão perpétua na Itália pela autoria direta ou indireta dos quatro homicídios atribuídos aos Proletários Armados pelo Comunismo, grupo do qual era membro.

Fontes ligadas ao Palácio Chigi atribuem a declaração de Renzi como uma convocação da Itália para que o Brasil reconsidere a situação de Battisti.

Ligações culturais e históricas

A presidente Dilma, por sua vez, destacou as ligações culturais, históricas e comerciais com a Itália. “Esta proximidade com a Itália justifica que nós tenhamos assinado um plano de ação em 16 áreas chaves, entre elas investimentos, comércio, defesa, indústria, cultura e educação” disse a presidente.

Sobre as relações comerciais, Dilma destacou a importância das pequenas e médias empresas. “Temos muito a aprender com a Itália, que construiu um tecido social completo com suas pequenas. Esta parceria será excepcional para o Brasil”, disse Dilma. Ela convidou as empresas italianas para participar do plano de concessões lançados pelo governo federal. “ A Itália é um parceiro essencial”, disse a presidente.

Investimentos

São cerca de 1,2 mil atuando no Brasil, com um estoque de investimentos de quase US$ 20 bilhões. O comércio, em 2014, também colocou os italianos entre os dez maiores parceiros comerciais. De 2008 a 2014 o fluxo de comércio cresceu cerca de 10% passando de US$ 9,38 bilhões para USS 10,33 bilhões. De janeiro a maio de 2015, a corrente de comércio entre os dois países alcançou USS 3,47 bilhões.

Nas relações internacionais, eles reafirmaram a intenção de trabalharem juntos para a defesa dos direito humanos e contra a pena de morte.

A presidente Dilma Rousseff chegou a Roma nesta sexta-feira (10) de manhã. Ela almoçou com o presidente da República, Sergio Matarella, no palácio do Quirinale. Em seguida encontrou-se com o diretor geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, na embaixada do Brasil. Logo após, ela foi recebida pelo primeiro-ministro Matteo Renzi e depois viajou para Milão, onde vai visitar a EXPO amanhã.

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