Petrobras/Corrupção

PF faz buscas em imóveis de Collor e dezenas de políticos acusados de receber propina

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, "as medidas são necessárias ao esclarecimento dos fatos investigados no âmbito do STF".
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, "as medidas são necessárias ao esclarecimento dos fatos investigados no âmbito do STF". Foto: João Américo /Secom/PGR/Fotos Publicas.com

A Polícia Federal efetua buscas nesta terça-feira (14) em dezenas de imóveis de políticos acusados de envolvimento no escândalo de corrupção e desvio de recursos da Petrobras. A PF esteve nas casas do senador e ex-presidente Fernando Collor (1990-1992), do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, do ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), além do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) e do ex-ministro e ex-deputado Mário Negromonte (PP-BA).

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Um comunicado da Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria-Geral da República informa que a operação cobre 53 mandados de busca em sete estados brasileiros, para encontrar provas do envolvimento dos suspeitos antes que elas sejam destruídas. A ação também investiga Thiago Cedraz, filho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Aroldo Cedraz.

Os mandados foram expedidos pelos ministros do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski nas investigações em curso no tribunal relacionadas à Operação Lava-Jato.

"Esta é a primeira fase da Lava-Jato no âmbito do STF, batizada de Politeia", afirma o comunicado. Estão sendo cumpridas buscas nas residências dos investigados, em seus endereços funcionais, em escritórios de advocacia e nas sedes das empresas a eles vinculadas.

Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, "as medidas são necessárias ao esclarecimento dos fatos investigados no âmbito do STF, sendo que algumas se destinaram a garantir a apreensão de bens adquiridos com possível prática criminosa e outras a resguardar provas relevantes que poderiam ser destruídas caso não fossem apreendidas”.

Collor rejeita clima de terror

Em sua conta no Twitter, Collor "rejeitou veementemente a operação policial (...) que alimenta um clima de terror, de perseguição e intimidação de testemunhas no futuro".

O senador e ex-presidente foi apontado na delação premiada do doleiro Alberto Youssef como um dos beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras. Ele também foi citado pelo dono da UTC, Ricardo Pessoa, em seu depoimento à Justiça. O empreiteiro afirma ter pago 20 milhões de reais a Collor entre 2010 e 2012 em troca da influência do senador em negócios com a BR Distribuidora e 2 milhões de reais a Nogueira. Os policiais também estiveram na distribuidora da Petrobras, no Rio de Janeiro, atrás de documentos que possam ligar a empresa a casos de corrupção delatados por Youssef e outros presos da Lava-Jato.

(Com informações da AFP)

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