Lava Jato

Justiça da Suíça: contas guardavam propina da Odebrecht para Petrobras

Petrobras: no olho do furação.
Petrobras: no olho do furação. REUTERS/Paulo Whitaker

Em entrevista à agência francesa AFP nesta quinta-feira (23), a porta-voz do Ministério Público da Suíça, Nathalie Guth, confirmou que "há suspeitas de que empresas pertencentes à construtora Odebrecht depositaram propina nas contas de antigos dirigentes da Petrobras”. A investigação dos suíços, anunciada na véspera, começa a ter repercussões no exterior.

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A representante da justiça suíça disse que os primeiros resultados da investigação indicam que o “sistema financeiro do país foi seriamente afetado pelo escândalo” e implicam “muitas pessoas e empresas brasileiras que realizaram transações suspeitas em contas da Suíça.”

A investigação sobre a Petrobras foi aberta no país europeu em abril de 2014. Em março deste ano, o procurador geral afirmou que “as investigações permitiram descobrir mais de 300 relações de negócios em mais de 30 estabelecimentos bancários suíços por onde transitaram transferências de casos de corrupção brasileiros”.

A Suíça liberou para o governo brasilerio US$ 120 milhões dos US$ 400 milhões que se encontram bloqueados no país e que estão ligados ao escândalo da Petrobras.

Escândalo internacional

O jornal português Público afirma que, com a entrada da Suíça na investigação, a presidente Dilma Rousseff se vê cercada por um escândalo de dimensões internacionais. O artigo no site do jornal lembra que, além da Suíça, autoridades judiciárias do Peru preparam uma missão ao Brasil para investigar ligações da Lava Jato com obras no país vizinho.

Já a agência Reuters afirma que Estados Unidos e Panamá também estão colaborando com a investigação brasileira, e que Equador e Colômbia estudam averiguar as implicações da Lava Jato e da corrupção na Petrobras em suas empresas.
 

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