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Manifestações contra Dilma têm fraca participação no Brasil

Manifestações contra Dilma têm participação fraca no Brasil
Manifestações contra Dilma têm participação fraca no Brasil Reuters

A campanha de manifestações lançada pela oposição para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff mobilizou poucas pessoas neste domingo (13). Em Brasília, apenas alguns milhares de manifestantes compareceram ao protesto. Segundo a polícia, 6 mil pessoas (30 mil para os organizadores) fizeram uma passeata, carregando um boneco inflável de Dilma vestida de Pinóquio, pela avenida que liga o Museu da República ao Congresso. O dispositivo policial havia sido previsto para 60 mil manifestantes, segundo o comandante da Polícia Militar, Alexandre Sergio.

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 "O tempo demonstrou a incapacidade de Dilma de governar. Ela está levando o país ao fundo do poço. Há elementos para um impeachment. Ela maquiou as contas públicas", declarou Adriano de Queiroz, um engenheiro de 36 anos presente à passeata na capital.

Em outros locais do país, a mobilização foi igualmente fraca. No Rio e em São Paulo, as passeatas só começaram depois das 15h locais. "Esperamos menos pessoas hoje porque, para as outras manifestações, tivemos dois ou três meses para organizá-las", disse Kim Kataguiri, coordenador nacional do Movimento Brasil Livre, um dos mais ativos contra o governo. "Este protesto de hoje é um sinal de que a população volta às ruas e está atenta ao processo de impeachment."

No Rio, os manifestantes, cerca de 6 mil, se reuniram na praia de Copacabana, com cartazes com frases como "Impeachment agora", "Fora os corruptos" e "Fora Dilma". "Sou a favor do impeachment porque o país não mudará se ela não deixar o poder", afirmou Alaide Nobrega Pereira, uma aposentada de 69 anos. "Devemos pôr outro no seu lugar para colocar o país nos trilhos."

Teste de insatisfação popular

Essas manifestações foram consideradas um teste para medir a insatisfação popular que poderia influenciar o voto dos parlamentares no processo de impeachment. Com um índice de popularidade de apenas 10%, a presidente enfrenta uma recessão econômica e o escândalo de corrupção da Petrobras.

O governo, que formou uma equipe de crise para acompanhar o processo de impeachment, já estimava que os protestos teriam menos participação que aqueles de agosto, que reuniram cerca de 879 mil pessoas, segundo a polícia, e 2 milhões, segundo os organizadores.

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