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Crimes digitais no Brasil são risco para turistas nas Olimpíadas, diz site francês

"Piratas Brasileiros, campeões do cibercrime", diz reportagem.
"Piratas Brasileiros, campeões do cibercrime", diz reportagem. Reprodução
Texto por: RFI
2 min

Além da criminalidade nas ruas, o reconhecido sucesso de hackers brasileiros em surrupiar dados bancários representa um risco extra para os turistas que pretendem viajar ao Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos. A avaliação é do site de notícias francês Rue89, que traz nesta terça-feira (23) uma reportagem sobre a força dos cibercrimes na internet do Brasil.

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Segundo o Rue89, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) está “seriamente preocupada” com o que considera “um risco muito grande de ataques de informática contra cidadãos de outros países durante as Olímpiadas”. O crime virtual mais comum seria o chupa-cabra, um falso caixa eletrônico de banco que copia os dados do cartão quando o cliente tenta sacar dinheiro.

Mas o setor que mais cresce entre os cibercriminosos brasileiros, segundo o site francês, seriam o bankin trojan e o pishing, técnicas para roubar dados bancários nas quais o Brasil é líder mundial em ocorrências, segundo o Kaspersky Security Bulletin.

A reportagem do site Rue89 entrevista Marcelo, um hacker brasileiro, que descreve o pishing: “É ideal para pegar turistas. Ele pensa que está reservando um hotel, mas na verdade está navegando em uma página falsa que rouba os dados bancários”. O mesmo hacker arrisca uma teoria sobre o porquê de tantos crimes virtuais no Brasil: “Somos um povo criativo, tanto para fazer coisas boas quanto ruins. Se você juntar impunidade, as pessoas escolhem o crime”.

“Corrupção generalizada”

Outro hacker, Gabriel Junqueira, engajado em combater o crime virtual, também teoriza: “Temos todos os ingredientes: uma população muito jovem, com bons conhecimentos tecnológicos, entre as mais ativas da internet, mas com poucas oportunidades de futuro”. O complemento da fórmula para gerar cibercriminosos, segundo Junqueira, seria “um estado ineficaz, empresas que negligenciam a segurança da Web e uma cultura generalizada da corrupção”.

O Rue89 descreve ainda a atuação de Lord Fénix, um brasileiro de 20 anos que desenvolveu, em dois anos, mais de 100 malwares (tipo de vírus para roubar dados), que ele vendeu por € 300 cada. Segundo a reportagem, a polícia brasileira, já superada pelos crimes da vida real, abandonou o terreno virtual. A Lei Dieckmenn, aprovada em 2012 para combater este tipo de delinquência, na prática não é aplicada.

 

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