Dilma Rousseff

Partidos latino-americanos dizem que Dilma enfrenta "golpe institucional"

Manifestação de mulheres favor à presidente Dilma Rousseff nesta terça-feira (19), diante do Palácio do Planalto, em Brasília.
Manifestação de mulheres favor à presidente Dilma Rousseff nesta terça-feira (19), diante do Palácio do Planalto, em Brasília. REUTERS/Ueslei Marcelino

A Conferência Permanente de Partidos Políticos da América Latina (Coppal) criticou o processo para abertura do impeachment contra a presidente brasileira, Dilma Rousseff. Em comunicado divulgado na terça-feira (19), a organização rejeitou o que classifica de "golpe institucional" contra a chefe de Estado.

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O vice-presidente da Coppal, o nicaraguense Francisco Rosales, leu um comunicado, dizendo que "rejeita qualquer tentativa desestabilizadora de minar a democracia" no Brasil. Ele advertiu que "um golpe institucional é um fato que afeta toda a região", como ocorreu em 2009 em Honduras, e em 2012 no Paraguai, quando o Congresso destituiu um presidente democraticamente eleito.

A Coppal é integrada por cerca de 60 partidos latinoamericanos, entre eles, o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Partido do Movimento Democrático do Brasil (PMDB), que até o final de março fazia parte da base do governo de Dilma Rousseff.

Maduro e Castro defendem Dilma

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou na terça-feira que Dilma enfrenta um "golpe de Estado parlamentar" patrocinado pelos Estados Unidos, o que representa uma "ameaça" para toda a região. "Estão brincando com fogo, com a vontade do povo. Não conseguiram ganhar as eleições contra Lula e nem contra Dilma, e agora querem derrubá-la", afirmou o presidente socialista, ao manifestar sua solidariedade à líder brasileira a milhares de partidários diante do palácio presidencial de Miraflores.

O presidente cubano, Raúl Castro, também expressou seu apoio à chefe de Estado. "Reiteramos a solidariedade de Cuba ao povo brasileiro e à presidente constitucional Dilma Rousseff, que enfrenta um golpe parlamentar", disse. Para Castro, a aprovação, pela Câmara dos Deputados, no domingo (17), da abertura de processo de impeachment contra Dilma por suspeita de maquiagem de contas públicas, se trata de um golpe "organizado pela direita oligárquica e neoliberal e incentivada pelo imperialismo contra os progressos políticos e econômicos conquistados durante os governos do Partido dos Trabalhadores".

(Com informações da AFP)

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