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A Semana na Imprensa

Les Echos conta raízes brasileiras do famoso café italiano Illy

Áudio 02:45
No sul de Minas, o mercado de café arabica está em expansão.
No sul de Minas, o mercado de café arabica está em expansão. Imprensa MG
Por: RFI
6 min

A revista Les Echos Week-end, publicação semanal no diário econômico francês, desvenda nesta semana as raízes brasileiras da marca de café italiano Illy, apreciada no mundo inteiro. A reportagem mostra a busca quase obcecada da família de origem húngara Illy pelos grãos da melhor qualidade, uma missão que a levou a importar do Brasil metade do café torrado da marca.

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O texto relata a efervescência da entrega do prêmio de melhor arábica do Brasil, entregue todos os anos em São Paulo pelos herdeiros em pessoa. “Reservado, Andrea Illy visivelmente não fica à vontade com os abraços distribuídos sem cerimônias pelos homenageados – mas, atenção, essa distância não é nem desprezo, nem distanciamento”, ressalta a reportagem. Les Echos Week-end explica que o presidente da empresa “é sinceramente ligado” ao Brasil, uma herança do pai, Ernesto, filho do fundador da marca.

Ernesto foi o primeiro da família a atravessar o Atlântico para encontrar o café que fez o renome da Illy, conta a revista. Foi ele quem estabeleceu uma relação próxima com produtores preocupados com a qualidade. Enquanto Ernesto comprava “o nosso melhor arábica, os outros compravam matéria-prima”, lembra Geraldo Alvarenga Resende Filho, um dos fazendeiros de Minas Gerais fiéis à marca, especializada em torrefação, feita na usina em Trieste.

Em troca da qualidade, preços acima do mercado

A Illy chegou a abrir um laboratório independente de análise da qualidade do café. Em troca de tanto rigor, a empresa paga 30% a mais que a concorrência pelas sacas de café.

O texto destaca que, no Brasil, a Illy percebeu que as tradições, a família e o contato humano são muito importantes para os negócios, que prosperam graças a uma relação afetiva que deve estar sempre sendo renovada. Por isso, Anna, a única filha de Ernesto, passa metade do ano no Brasil para cultivar a relação com os produtores, com quem criou verdadeiras amizades. “Alguns a veem como uma madrinha e têm a foto dela na parede de casa”, conta a publicação francesa.

Fruto dessa profunda conexão com o Brasil, a marca abriu no país a Universidade do Café, que oferece um mestrado em economia e ciências do grão, e acertou uma parceria com o Centro de Agronegócios da Universidade de São Paulo. Um terço da colheita mundial de café é colhido em território brasileiro.
 

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