Jogos Olímpicos/Rio 2016

Imprensa francesa elogia cerimônia de abertura dos Jogos do Rio

Um dos momentos da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, na sexta-feira 5 de agosto de 2016.
Um dos momentos da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, na sexta-feira 5 de agosto de 2016. REUTERS/Pawel Kopczynski

As imagens da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio estão em destaque nos sites de todos os jornais e nas TVs da França na manhã deste sábado (6). A festa, que terminou as cinco horas da manhã, pelo horário europeu, encantou os franceses, que falam de um momento "inesquecível". Os diários também ressaltam as vaias ao presidente interino Michel Temer durante a cerimônia.

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Todas as reportagens da imprensa francesa deste sábado ressaltam a emoção provocada pelo espetáculo de abertura das Olimpíadas no Maracanã na noite de sexta-feira (5), pelo horário local. "Uma festa grandiosa e sóbria que cumpriu sua promessa", resume o canal BFM TV. Alegre, colorida e musical são alguns dos adjetivos mais evocados.

Le Figaro fala em uma "festa autêntica que quebrou as amarras das tradicionais cerimônias das Olimpíadas passadas, para transformar o evento em um grande carnaval". Libération salienta que o espetáculo também teve momentos sérios, ao denunciar os perigos das mudanças climáticas e defender a sustentabilidade.

Crise política e econômica brasileira integrou a festa

A crise política e econômica que o Brasil atravessa não ficou de fora da festa e a imprensa francesa em peso salienta as vaias ao presidente interino Michel Temer no Maracanã. Libération citou o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, que declarou sua admiração ao Brasil “por ter organizado os Jogos nesse contexto difícil da história do país”. O jornal progressista afirma que essas Olimpíadas, que terminam em 21 de agosto, acontecem em um "clima de contrastes".

"O otimismo de 2009, quando o país foi escolhido para sediar os Jogos, é coisa do passado", diz o texto. Em crise econômica e em recessão desde 2015, o RJ e o Brasil, que queriam fazer desses "Jogos uma vitrine para o mundo", gastaram € 10,7 bilhões para organizar o evento. A maioria dos brasileiros critica as caras instalações Olímpicas. Além disso, há a crise política gerada pelo processo de impeachment e a "presidente afastada Dilma Rousseff foi a grande ausente da cerimônia de abertura", afirma Libé.

Le Monde escreve que, "dividido entre a crise política e econômica e entre seus sonhos de grandeza, o país se deixou levar por uma doce euforia, sexta-feira no Maracanã". Mas, de repente, com as vaias ao presidente interino Michel Temer "os males do Brasil invadiram" o mítico estádio do Rio de Janeiro, observa o diário.

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