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Prioridade a BRTs no Rio provou ser escolha “anacrônica”, nota geógrafo

Áudio 09:46
O geógrafo Gilmar Mascarenhas realiza pesquisas sobre o impacto de megaeventos esportivos nas cidades.
O geógrafo Gilmar Mascarenhas realiza pesquisas sobre o impacto de megaeventos esportivos nas cidades. Arquivo pessoal
Por: RFI
12 min

De uma maneira geral, a organização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro tem sido saudada pela imprensa internacional. Nesta primeira semana, a cidade já consegue avaliar os benefícios que o evento vai deixar para a população, quando as competições acabarem, mas também identifica quais são as oportunidades desperdiçadas. Os longos congestionamentos e demoras para circular na cidade comprovam, por exemplo, que a aposta nos BRTs (sigla para bus rapid transit) foi “uma prioridade anacrônica” do projeto olímpico.

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Essa é a avaliação de Gilmar Mascarenhas, pós-doutor em urbanismo e professor-associado de geografia urbana da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde realiza pesquisas sobre o impacto dos megaeventos esportivos nas cidades. “A cidade precisa investir em transporte sobre trilhos. Deveriam ter sido feitos mais investimentos nas linhas férreas do Rio, que são subaproveitadas”, constata o especialista. “Nos anos 1980, o sistema ferroviário carioca na região metropolitana atendia a 1,5 milhão de pessoas por dia. Hoje, atende a um terço disso”, afirma.

Na entrevista, ele nota que, antes de se candidatar para os Jogos Olímpicos, o plano diretor do Rio de Janeiro previa uma expansão da rede de metrô mais adequada para a população carioca como um todo. “A escolha de fazer o Parque Olímpico na Barra da Tijuca desvirtuou o projeto inicial. O novo plano era voltado puramente para atender aos Jogos”, observa. “Não deveria ser assim. Os Jogos devem atender à cidade, e não o contrário.”

Para ouvir a análise completa de Mascarenhas, clique na foto acima.
 

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