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Festival franco-brasileiro Curta com Teatro celebra cinco anos de exibição de peças e filmes

Áudio 09:47
A atriz e diretora do Festival Curta com Teatro, Hissa de Urkiola.
A atriz e diretora do Festival Curta com Teatro, Hissa de Urkiola. RFI
Por: Elcio Ramalho
14 min

O Festival Curta com Teatro, conceito de programa variado criado pela atriz franco-brasileira Hissa de Urkiola, celebra cinco anos com uma programação incluindo exposição, publicação de livro e encenações de peças de teatro.

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A criação do Festival surgiu quando Hissa morava em Paris. Paralelamente ao seu trabalho de atriz para televisão e teatro, recebia convidados em sua residência na ilha de Saint-Louis para apresentação de espetáculos culturais aos domingos. Os convidados passaram a interagir e até escrever pequenos textos que depois se transformaram em curtas-metragens.

Juntamente com o marido, o francês Guy Fouché, ela se instalou no Rio de Janeiro e transportou o conceito desenvolvido na capital francesa. O casal encontrou no Museu do Exército do Forte de Copacabana o local ideal para apresentação dos espetáculos, que misturam filmes e peças de teatro de curta duração.

“O programa variado ganhou uma cara Brasil-França, com filmes cedidos pelo ministério da Cultura pela mediateca da Embaixada da França, ou cedidos por amigos e com montagens das peças teatrais curtas de época francesas e brasileiras”, conta Hissa.

Na programação do Curta com teatro estão autores de época franceses e brasileiros, entre eles, Georges Feydeau, Machado de Assis, Artur de Azevedo, Martins Pena, entre outros.

“O público gosta muito, é como se pudéssemos ver como viviam nossos avós e bisavós. São comédias românticas leves”, explicou Hissa na entrevista à RFI Brasil.  

A carioca está a frente de uma companhia formada por atores jovens e outros mais experientes radicados no Rio de Janeiro. O trabalho envolve muita pesquisa e tradução, mas é realizado em uma estrutura pouco onerosa. O grupo ensaia se apresenta no Forte de Copacabana, em contrapartida oferece os espetáculos de graça. O Festival vive de patrocínios captados pela lei do audiovisual.  

O trabalho também é levado a escolas públicas nas zonas norte e sul do Rio e a companhia ainda organiza todos os anos uma oficina de teatro e vídeo para crianças da comunidade do Cantagalo.

Celebração

A apresentação de três curtas-metragens e cenas de teatro no início de janeiro na Embaixada do Brasil em Paris deu a largada para um ano que promete ser de muitas ambições para o Festival.

Em 2018, o Curta com Teatro vai montar uma exposição sobre os cinco anos de atividades, “para retratar o empreendedorismo cultural”, segundo Urkiola.

Além disso, a companhia teatral se debruça a partir deste ano em textos do francês Molière, em pequenos atos. Fiel ao estilo de espetáculos curtos, será montado este ano apenas o primeiro ato de Don Juan. A sequência virá nos anos seguintes.

Os projetos incluem ainda a montagem de Teatro a Vapor, um trabalho de resgate do movimento liderado por Artur de Azevedo que propunha peças curtíssimas, de até 15 minutos, para serem apresentadas em qualquer lugar.

Como parte das comemorações, o Festival Curta com Teatro vai publicar a tradução da primeira peça curta Pela janela, escrita no século XIX por Georges Feydeau, aos 19 anos. O conteúdo será ainda disponibilizado no site do Festival.
“Nossa intenção é de nos tornamos um site de referência para pequenas peças de teatro francesas e brasileiras para dois, três, quatro atores”, diz Hissa.

 

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