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Diplomacia

Aloysio Nunes busca aproximação entre Brasil e Israel em visita a Jerusalém

Reunião entre o chanceler Aloysio Nunes e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Reunião entre o chanceler Aloysio Nunes e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Foto: Itamaraty
Texto por: Daniela Kresch
3 min

Em visita a Israel, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira, prometeu ao primeiro-ministro e chanceler israelense, Benjamin Netanyahu, que fará o máximo para aprofundar o relacionamento econômico e político entre os dois países.

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Correspondente da RFI em Tel Aviv

No encontro que aconteceu em Jerusalém nesta terça-feira (27), os dois discutiram o aprofundamento da cooperação entre Israel e o Brasil em áreas como segurança, educação, cultura e academia. Aloysio Nunes convidou Netanyahu para visitar o Brasil, mas, apesar de aceitar, o premiê israelense disse que prefere não ir em ano eleitoral.

O ministro do Exterior brasileiro desembarcou em Israel nesta terça-feira para um giro de sete dias no Oriente Médio. Ele também irá à Palestina, à Jordânia e ao Líbano. Em Jerusalém, Aloysio Nunes foi recebido pela cúpula política do país, reflexo de como o relacionamento com o maior país da América Latina, tanto econômico quanto diplomático, é importante para Israel.

Além do encontro com Netanyahu, o chanceler brasileiro se reuniu com o presidente Reuven Rivlin, com o ministro da Cooperação Regional, Tzachi Hanegbi, e com o líder da oposição, Yitzhak Herzog.

O maior jornal israelense, o “Yedioth Aharonoth” (Última Notícias, na tradução do hebraico para o português), publicou um artigo do chanceler no dia de sua chegada. Mas o momento mais emocionante foi a visita ao Yad Vashem, o Museu do Holocausto de Israel, onde o ministro também depositouuma oferenda floral em honra a dois brasileiros considerados “Justos entre as Nações”. Os diplomatas Luiz Martins de Souza Dantas e Aracy de Carvalho Guimarães Rosa ignoraram as leis de Getúlio Vargas que restringiam a entrada de judeus no Brasil durante a Segunda Guerra Mundial e emitiram passaportes a milhares de judeus.

Para o ministro, eles deram um exemplo: “É a lembrança de algo que nunca pode ser esquecido e nunca pode ser perdoado. E nós, no Ministério das Relações Exteriores, sempre cultuamos a memória dos diplomatas que conseguiram encontrar brechas, mesmo em uma legislação extremamente restritiva e discriminatória em relação a judeus”.

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