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Imprensa

Campanha eleitoral se torna imprevisível sem Lula, avalia imprensa francesa

Os principais jornais franceses tratam da decisão do TSE de invalidar a candidatura de Lula.
Os principais jornais franceses tratam da decisão do TSE de invalidar a candidatura de Lula. Fotomontagem RFI / EVARISTO SA / AFP
Texto por: RFI
2 min

Os principais jornais franceses que chegaram às bancas nesta segunda-feira (3) tentam analisar os rumos da campanha eleitoral no Brasil sem Luiz Inácio Lula da Silva, depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) invalidou a candidatura do líder petista na última sexta-feira (31). Para Les Echos, sem o líder petista a corrida às presidenciais se tornou "imprevisível". 

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"Lula fora do jogo, a campanha presidencial é relançada no Brasil", diz o jornal Les Echos em sua manchete. O correspondente do diário em São Paulo, Thierry Ogier, destaca que o veredito do TSE não foi uma surpresa, mas torna a campanha eleitoral imprevisível, abrindo o caminho para o candidato da extrema-direita Jair Bolsonaro, que, atrás de Lula, é o segundo nas pesquisas de intenção de voto. Les Echos finaliza: "ninguém pode prever quem vai se qualificar para o segundo turno, considerando que mais de um a cada três eleitores se declara indeciso". 

"No Brasil, com Lula impedido, assume seu pupilo?" é a pergunta que faz Libération em sua manchete. A correspondente do diário em São Paulo, Chantal Rayes, escreve que o PT "jura que vai levar a batalha até o fim", mas o TSE deu dez dias para o partido apresentar seu novo candidato. Um quebra-cabeças para o PT porque Fernando Haddad não tem a mesma popularidade de Lula que, escreve Libé, "é um filho do Nordeste", enquanto seu pupilo, desconhecido de boa parte dos brasileiros, é visto como "um tecnocrata de São Paulo". 

Saudosismo dos anos Lula

"A inelegibilidade de Lula vira o jogo das eleições" é a manchete do jornal Le Figaro. "No país mergulhado em uma profunda crise econômica, social e política, a lembrança dos tempos de crescimento e redução da pobreza dos anos Lula continua viva entre milhões de brasileiros", publica. 

Para o correspondente do diário em São Paulo, Michel Leclercq, a decisão do TSE "enterrou a esperança" deste ícone da esquerda de "conquistar um terceiro mandato". Uma decisão que o jornal destaca que foi tomada apesar de um apelo do Comitê dos Direitos Humanos da ONU para que a Justiça brasileira autorizasse o líder petista a participar das eleições enquanto todos os recursos apresentados por sua defesa não fossem julgados. 

"A Justiça brasileira priva Lula de um retorno à política" é a manchete do jornal La Croix desta segunda-feira. O diário destaca que Fernando Haddad prometeu acirrar a luta para que o ex-presidente possa concorrer a seu terceiro mandato. No entanto, La Croix considera que essa estratégia é perigosa para o PT, "dois anos após a controversa destituição de Dilma Rousseff". Também lembra que, enquanto Lula tem 39% das intenções de voto, Haddad conta apenas com 4% da preferência do eleitorado. 

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