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“Minha música é um engajamento pela liberdade”, diz gaúcho radicado na França

Áudio 11:35
O músico brasileiro Marcos de Oliveira
O músico brasileiro Marcos de Oliveira RFI
Por: Elcio Ramalho
15 min

Músico gaúcho radicado há mais de 30 anos na França, Marcos de Oliveira lança neste mês de outubro seu novo álbum “Exaltação”. A obra é a primeira com o grupo Marcos D Project, criado por ele e reunindo outros dois músicos brasileiros e um francês.

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“Exaltação é uma história de encontros”, diz Marcos sobre a formação do quarteto que sintetiza, segundo ele, um pouco da mestiçagem do Brasil e a abertura para outras culturas.

Em Lyon, onde vive, Marcos encontrou o percussionista e baterista carioca Zaza Desiderio, o pianista pernambucano Ewerton Oliveira e o único francês da turma, o baixista Greg Theveniau, que pelas várias viagens de infância às Antilhas francesas se interessou pela música e pelos ritmos caribenhos. Ao embarcar todos em uma mesma aventura musical, o gaúcho de Porto Alegre criou o Marcos D Project.

O disco, produzido há cerca de um ano, traz nove faixas compostas por Marcos, que além de tocar violão é o cantor do grupo. Esse trabalho é fruto de suas experiências pessoais e artísticas, contou na entrevista à RFI Brasil. A influência veio sobretudo da bossa nova, ritmo que o embalou principalmente na adolescência.

“A bossa nova para mim é representativa por ter condensado todas as influências do samba de origem africana e das músicas que vieram da Europa e dos Estados Unidos. Foi o encontro entre as harmonias do jazz e do samba brasileiro que deu origem à bossa nova, que influenciou muito meu trabalho de composição até agora”, afirmou.

Engajamento

Na letra de “Exaltação samba”, que deu origem ao título do álbum, Marcos faz referência à decisão de trocar o Brasil pela França, país que o seduziu pela defesa contundente da liberdade, maior inspiração para o disco.

“O engajamento é de uma certa consciência desta liberdade, que é o tema do disco. 'Exaltação' é, ao mesmo tempo, um elogio ao que me inspirou no Brasil e uma alternativa à dura realidade do mundo, um novo sonho que pode permitir levar à liberdade. Meu engajamento é nesse sentido”, argumenta.

Em mais de três décadas de vivência em solo francês, Marcos de Oliveira só tem elogios à receptividade do povo local à melodia e ao trabalho dos artistas brasileiros no país. “O gosto dos franceses pela música brasileira sempre reservou a mim e aos meus colegas uma acolhida extraordinária. A comunicação com os franceses, principalmente quando a gente está no placo, sempre foi muito estimulante”, comemora.

 

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