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“Fomos influenciados pela França desde a infância”, diz autora de guias turísticos

Áudio 09:02
A escritora Lucia Helena Monteiro Machado
A escritora Lucia Helena Monteiro Machado RFI
Por: Maria Emilia Alencar

Ex-bailarina, psicóloga e autora de vários livros, principalmente guias turísticos de cidades europeias, a mineira Lucia Helena Monteiro Machado está preparando, aos 80 anos, uma viagem pela Rússia.

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Seu caprichado “Paris para brasileiros”, com muitas fotos, textos explicativos e dicas, está na segunda edição. “Eu não queria esse título, pois Paris é Paris, é uma capital do mundo, é para todos”, diz. Ela explica que as pessoas de sua geração foram influenciadas pela literatura francesa, pelo modo de vida e pela língua. “As pessoas buscam esse mundo que encontraram na literatura”, conta.

A autora acha fundamental que o turista comece a experiência parisiense pela região central, a Île de la Cité, onde fica a catedral de Notre-Dame, passando pelo Marais e aproveitando a paisagem pitoresca dos bairros como o 5° e o 6°.

Capa do livro "Paris para brasileiros", de Lucia Helena Monteiro Machado.
Capa do livro "Paris para brasileiros", de Lucia Helena Monteiro Machado. RFI

“As pessoas querem conhecer a Torre Eiffel, o Louvre, o museu d’Orsay, mas tem muitos outros museus maravilhosos e menores, como o Marmottan e o Jacquemart-André”, sugere Lucia Helena. “Tem também parques belíssimos, como o Monceau ou o Buttes Chaumont”, acrescenta.

Importante também, diz a escritora, é usar palavras como “bonjour” (bom dia), “s’il vous plaît” (por favor) e “merci” (obrigada/o), obrigatórias no cotidiano do francês.

“A pessoa sabe como viajar se ela sabe porque viajar”, afirma a autora. Ela faz questão de citar ainda um poema de Cecília Meirelles que a inspira, trecho do livro “Crônicas de Viagem”:

“Porque viajar é ir mirando o caminho, vivendo-o em toda sua extensão e, se possível, em toda a sua profundidade, também. É entregar-se à emoção que cada pequena coisa contém ou suscita. É expor-se a todas as experiências e todos os riscos, não só de ordem física, - mas, sobretudo, de ordem espiritual. Viajar é uma outra forma de meditar."

 

 

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