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Merkel/Bolsonaro

Chanceler alemã disposta a conversar com Bolsonaro sobre desmatamento

Os dados de desmatamento da Amazônia considerados pelo Brasil em suas estatísticas oficiais de perda de floresta e de emissões de gases de efeito estufa provocadas pela mudança no uso do solo podem estar sendo subestimados.
Os dados de desmatamento da Amazônia considerados pelo Brasil em suas estatísticas oficiais de perda de floresta e de emissões de gases de efeito estufa provocadas pela mudança no uso do solo podem estar sendo subestimados. Facebook/institutoamazonia.org.br/
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A chanceler alemã, Angela Merkel, disse nesta quarta-feira (26) que deseja conversar com o presidente brasileiro Jair Bolsonaro sobre o desmatamento no Brasil, mas excluiu comprometer a conclusão iminente do acordo comercial UE/Mercosul.

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"Assim como vocês, vejo com grande preocupação a questão das ações do presidente brasileiro (em relação ao desmatamento) e, se ela se apresentar, aproveitarei a oportunidade no G20 para ter uma discussão clara com ele", afirmou a chanceler alemã aos seus deputados, às vésperas da cúpula que começa na sexta-feira (28) em Osaka (Japão).

Expansão graças ao desmatamento

A expansão das atividades agrícolas no Brasil, fortemente apoiada pelo governo do presidente Bolsonaro, acontece às custas do desmatamento em massa e causa cada vez mais conflitos com as comunidades tradicionais.
Essa situação levou 340 ONGs europeias e sul-americanas, incluindo o Greenpeace e Amigos da Terra, a questionarem o acordo comercial entre União Europeia (UE) e Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).
A conclusão do acordo é "iminente", segundo os presidentes do Brasil e da Argentina, após 20 anos de negociações. As ONGs exigem "medidas rigorosas" contra o desmatamento e "compromissos" em favor do Acordo de Paris sobre o Clima.

Agricultores europeus temem invasão de mercado

"Acredito que a não conclusão do acordo com o Mercosul não contribuiria de forma alguma para o fato de que um hectar a menos seja desmatado no Brasil, pelo contrário", ressaltou Merkel, afirmando que "esta não é a resposta para o que está acontecendo no Brasil".
O acordo UE/Mercosul também é muito criticado por agricultores europeus, que temem uma inundação de produtos sul-americanos com a abolição de certos direitos aduaneiros.

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