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G20: Bolsonaro defende economia aberta, apesar de segunda onda de Covid-19 no Brasil

Abertura da 13° Cúpula do G20, neste sábado 21 de novembro, realizada pela Arábia Saudida, de maneira virtual devido à pandemia de Covid-19, discute mudanças climáticas e crise econômica.
Abertura da 13° Cúpula do G20, neste sábado 21 de novembro, realizada pela Arábia Saudida, de maneira virtual devido à pandemia de Covid-19, discute mudanças climáticas e crise econômica. © Vivian Oswald
Texto por: Vivian Oswald
4 min

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (21), em mensagem de vídeo gravada para a cúpula do G20, que o governo brasileiro ressaltou desde o início da pandemia do novo coronavírus que era preciso cuidar da saúde das pessoas e da economia ao mesmo tempo. De acordo com Bolsonaro, o tempo provou que ele estava "certo".

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Correspondente da RFI em Londres

Na sexta-feira, o Brasil, que já é o terceiro mais atingido do mundo pela pandemia (perde apenas para Estados Unidos e Índia) em números absolutos, ultrapassou a marca de seis milhões de casos de Covid-19, com 168.600 mortes. Profissionais da saúde alertam para o aumento de contaminados em várias capitais nos últimos dias e pesquisadores acreditam que o país já vive segunda onda.

"Desde o início, nós ressaltamos que era preciso cuidar da saúde das pessoas e da economia simultaneamente. O tempo vem provando que estávamos certos”, afirmou o líder brasileiro em um vídeo de 57 segundos, que a presidência saudita da cúpula divulgou junto com mensagens dos primeiros-ministros da Itália, Guiseppe Conte, do Reino Unido, Boris Johnson, da Espanha, Pedro Sanchéz, e do presidente da Turquia, Recep Tahyp Erdogan.

Segundo Bolsonaro, 2020 foi um ano de desafios sem precedentes na história recente. Ele destacou que a cooperação no âmbito do G20 é essencial para superar a pandemia e garantir a retomada do crescimento econômico. “Devemos manter o firme compromisso de trabalhar pelo crescimento econômico, pela liberdade dos nossos povos e a prosperidade do mundo”, ressaltou.

Oportunidades e mudança climática

Os cinco líderes gravaram as mensagens previamente aos encontros deste sábado e domingo, quando acontece a cúpula que este ano tem como tema “Percebendo oportunidades do século XXI para todos" e é organizada pela Arábia Saudita, de maneira virtual. 

Johnson falou em tempos turbulentos e disse que “os nossos destinos estão coletivamente nas mãos de cada um dos nós”. Destacou ainda que os líderes das 20 maiores economias do mundo prometeram ainda em março deste ano que não mediriam esforços para enfrentar a pandemia. Está na hora, segundo ele, de cumprir a promessa. Os chefes de governo britânico, italiano e espanhol pediram ações de combate à mudança do clima para um mundo mais sustentável e inclusivo.

Na abertura, o rei saudita e anfitrião da cúpula, Salman bin Abdulaziz Al Saud, afirmou que os países precisam se preparar melhor para pandemias no futuro, reabrir as economias e fronteiras para facilitar o movimento de mercadorias e pessoas. O comércio, disse ele, é o motor para a recuperação da economia.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu aos países do grupo que ajudem a cobrir o rombo de US$ 4,2 bilhões que faltam à Organização Mundial da Saúde até o final do ano, para distribuir vacinas contra o coronavírus.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, considera que as vacinas devem ser tratadas como um "bem público", acessível a todos.

Mensagem completa de Bolsonaro

“Esse ano nós enfrentamos desafios sem precedentes na história recente. A cooperação no âmbito do G20 é essencial para superarmos a pandemia da Covid-19 e retomarmos o caminho da recuperação econômica e social. Desde o início, nós ressaltamos que era preciso cuidar da saúde das pessoas e da economia simultaneamente. O tempo vem provando que estávamos certos. Devemos manter o firme compromisso de trabalhar pelo crescimento econômico, pela liberdade dos nossos povos e a prosperidade do mundo”.

 

 

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