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Brasil tem o 2° maior número de jornalistas mortos de Covid e ONG suíça pede que vacina seja prioritária para imprensa

Jornalistas do mundo todo estão na linha na linha de frente contra a pandemia, afirma ONG suíça
Jornalistas do mundo todo estão na linha na linha de frente contra a pandemia, afirma ONG suíça AP - Carla Carniel
Texto por: RFI
4 min

Mais de 600 jornalistas morreram de Covid-19 em todo mundo, sendo mais da metade deles na América Latina, com destaque para Peru e Brasil, que lideram a lista. O alerta foi dado esta semana pela organização suíça Press Emblem Campaign (PEC). A entidade pede a vacinação prioritária dos profissionais da imprensa.

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De acordo com as estatísticas da organização com sede em Genebra, 602 jornalistas morreram de Covid-19 desde março de 2020. A América Latina reúne mais da metade das vítimas (303 mortes). Na sequência estão Ásia, com 145 mortes, à frente de Europa (94), América do Norte (32) e África (28).

O Peru é o país com o maior número de mortes (93), segundo sua Associação Nacional de Jornalistas. O Brasil ocupa o segundo lugar, com 55 vítimas, à frente de Índia (53), México (45), Equador (42) e Bangladesh (41). Nos Estados Unidos, país com maior número de vítimas, houve 31 óbitos por Covid-19 nos meios de comunicação, ainda de acordo com a ONG.

A Itália é o país europeu mais afetado, com 37 jornalistas mortos. Na França, cinco mortes por Covid-19 foram relatadas na categoria profissional, segundo o comunicado.

O número real de vítimas no mundo é certamente maior, segundo a PEC, porque, às vezes, não se especifica a causa da morte, ou o óbito não é anunciado. E, em alguns países, não há informação confiável a esse respeito.

Jornalistas na linha de frente

O ONG também afirma que não é possível diferenciar os jornalistas contaminados pelo coronavírus no exercício de seu trabalho e aqueles que se infectaram em suas vidas privadas. Porém, a PEC explica que "devido à sua profissão, os jornalistas que saem para informar estão particularmente expostos ao vírus. Alguns deles, especialmente 'freelancers' e fotógrafos, não podem trabalhar apenas de casa", disse o secretário-geral da entidade, Blaise Lempen, em um comunicado.

Por esse motivo, a organização pede que os jornalistas sejam tratados como trabalhadores da linha de frente e tenham prioridade na vacinação, se assim solicitarem.

A contagem da PEC se baseia em informações dos veículos de comunicação locais, de associações (ou federações) nacionais de jornalistas e dos correspondentes regionais da organização. A ONG faz um levantamento do número de jornalistas mortos no mundo a cada ano e, desde o início da pandemia, também registra aqueles mortos por Covid-19.

A pandemia deixou pelo menos 1.869.674 mortos no mundo desde que o escritório da Organização Mundial da Saúde (OMS) na China informou o aparecimento da doença, em dezembro de 2019, conforme balanço da AFP elaborado nesta quarta-feira (6), com base em fontes oficiais. Desde início do surto, mais de 86.395.630 pessoas contraíram a Covid-19. Deste total, pelo menos 53.992.400 se recuperaram, segundo as autoridades.

Estes números se baseiam nos relatórios comunicados diariamente pelas autoridades sanitárias de cada país e excluem as correções feitas "a posteriori" pelos diferentes organismos, como na Rússia, na Espanha, ou no Reino Unido.

Desde o começo da atual crise sanitária, o número de testes realizados aumentou consideravelmente, e as técnicas de rastreamento de contato melhoraram, o que levou a uma alta nas infecções declaradas. Ainda assim, o número de casos diagnosticados reflete apenas uma parte da totalidade de contágios. Os casos menos graves, ou assintomáticos, continuam sem serem detectados.

(Com informações da AFP)

 

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