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Apenas um em cada dois franceses tomaria a nova vacina da Pfizer, diz pesquisa

Pesquisa mostra que apenas um em cada dois franceses tomarão a nova vacina da Pfizer.
Pesquisa mostra que apenas um em cada dois franceses tomarão a nova vacina da Pfizer. AP
Texto por: Márcia Bechara
3 min

A preocupação da França com a Covid-19 aumentou drasticamente desde setembro passado: 85% dos franceses dizem estar preocupados com a situação de saúde do país. No entanto, apenas um em cada dois franceses afirma estar disposto a tomar a nova vacina da Pfizer e BioNtech, que já se encontra em fase final de testes.

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Segundo a nova pesquisa Odoxa publicada nesta sexta-feira (13), após os anúncios sobre os progressos feitos em uma nova vacina contra a Covid-19, os franceses continuam desconfiados. Apenas 17% deles acham que isso significa que o vírus poderá ser vencido nos próximos 6 ou 9 meses.

De maneira mais geral, segmentos inteiros da população suspeitam das vacinas na França: 31% comparam a opinião dos médicos sobre o assunto e 1 em cada 6 franceses se considera um "antivax", como são chamados os antivacinas.

Como resultado, apenas 1 em cada 2 franceses pretende ser vacinado contra a Covid-19 e 60% se opõe a que a vacina seja obrigatória, segundo a nova pesquisa realizada em novembro na França, onde os debates sobre a questão são muito virulentos nas redes sociais.

Os antivacinas estão mobilizados e vários internautas duvidam da chegada iminente de um imunizante. A natureza obrigatória de uma potencial vacina também é uma questão que dá origem a fortes divisões dentro da sociedade francesa.

Antivacinas têm crescimento "espetacular" na França

A desconfiança no futuro de uma vacina anti-Covid pode ser explicada, pelo menos em parte, por uma crescente desconfiança nas vacinas em geral.

Apenas um pouco mais da metade dos franceses (53%) confia atualmente em seu médico quando este prescreve uma vacina, enquanto 31% perguntam primeiro a outra fonte antes de aceitar a injeção. 15% chegam a dizer que recusam sistematicamente qualquer tipo de vacina, segundo a pesquisa Odoxa.

O progresso dos "antivacinas" é espetacular na França, tendo aumentado em 50% em menos de 10 anos. 

Existe uma forte correlação entre ser "anti-vacina" e "anti-sistema": eles são 22% entre os apoiadores do partido da esquerda radical, França Insubmissa, e 18% no partido de extrema direita Reunião Nacional (RN), ou seja, duas a três vezes mais do que entre os outros partidos franceses.

As categorias populares (19%) e os habitantes de municípios rurais (18%) têm quase duas vezes mais probabilidade de recusar sistematicamente qualquer vacina do que os habitantes das grandes cidades (10%).

Segundo o jornal Le Monde, entre os argumentos dos franceses para rejeitar a vacina constam justificativas como "as vacinas não passam de grandes lobbys da indústria farmacêutica francesa para vender produtos", "o alumínio presente nas vacinas faz mal à saúde", 'as vacinas podem provocar doenças graves", "os efeitos colaterais são muitos e desconhecidos" e "o organismo dos bebês é muito frágil para receber 11 vacinas obrigatórias".

 

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