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AstraZeneca/Oxford confirma eficácia de sua vacina contra Covid, mais econômica que Pfizer e Moderna

A empresa AstraZeneca e a universidade de Oxford apresentaram resultados satisfatórios de sua vacina contra a Covid-19
A empresa AstraZeneca e a universidade de Oxford apresentaram resultados satisfatórios de sua vacina contra a Covid-19 JUSTIN TALLIS AFP/Archivos
Texto por: RFI
3 min

A empresa britânica AstraZeneca, associada à Universidade de Oxford, avançou no desenvolvimento de sua vacina contra a Covid-19. Com base em resultados provisórios de ensaios clínicos em larga escala, no Reino Unido e no Brasil, a vacina registrou uma eficácia média de 70% e, em alguns casos, de 90%.

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A AstraZeneca afirma no comunicado que sua vacina é "altamente eficaz" para prevenir a doença e destaca que durante os testes nenhum voluntário desenvolveu formas graves do novo coronavírus, nem precisou de hospitalização. O laboratório britânico afirma que apresentará seus resultados rapidamente às autoridades para obter o primeiro sinal verde.

Com 70% de eficácia (e 90% em alguns casos), esses resultados parecem menos conclusivos do que os de seus concorrentes como Pfizer/BioNTech e Moderna, cuja eficiência supera 90%. No entanto, a vacina britânica tem a vantagem de utilizar tecnologia mais tradicional, o que a torna mais econômica e fácil de armazenar, sem a necessidade de mantê-la em temperaturas muito baixas.  

As vacinas da Pfizer e Moderna precisam ser armazenadas a -70ºC, uma temperatura muito inferior a de um congelador normal, o que provocou dúvidas sobre sua distribuição e custos elevados, em particular para os países mais pobres.

"Disponível em todo o mundo"

Graças a uma "cadeia de abastecimento simples", a vacina "estará acessível e disponível em todo o mundo", disse Pascal Soriot, CEO da AstraZeneca. A empresa avança rapidamente para fabricar até 3 bilhões de doses, que estarão disponíveis em 2021.

Das 48 vacinas candidatas em desenvolvimento em todo o mundo, uma dezena está na fase 3 de testes, a última etapa antes da aprovação regulamentar, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A eficácia das vacinas, desenvolvidas em tempo recorde, desperta grandes esperanças em todo o mundo, pois vários países enfrentam uma segunda onda de Covid-19.

Prazos "impossíveis de reduzir"

No entanto, o médico Patrick Berche, membro da Academia francesa de medicina e ex-diretor do Instituto Pasteur de Lille, lembra que apesar da urgência da situação e do otimismo dos laboratórios, “não podemos esquecer que há alguns prazos impossíveis de reduzir”. Em entrevista à RFI, ele ressalta que independentemente do projeto, no caso de uma aplicação francesa, por exemplo, a vacina tem que ser validada pela agência europeia e pela agência francesa para ter certeza de sua eficácia e inocuidade. “E isso leva um certo tempo”, aponta o médico, para quem "seria uma surpresa se conseguíssemos até janeiro".

Além disso, Berche chama a atenção para os prazos de produção e principalmente de distribuição das vacinas do tipo RNA (como as da Pfizer e Moderna), que são mais difíceis de armazenar. “Estamos no início de um processo que vai ser difícil”, finaliza.

(Com informações AFP)

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