Covid-19: Novo estudo afirma que cepa britânica é 64% mais mortal que as outras

Hospital em Londres, onde médicos estão cada vez mais preocupados com a variante britânica, mais contagiosa e, segundo novos estudos, mais mortal que as demais cepas do vírus da Covid-19 (imagem ilustrativa)
Hospital em Londres, onde médicos estão cada vez mais preocupados com a variante britânica, mais contagiosa e, segundo novos estudos, mais mortal que as demais cepas do vírus da Covid-19 (imagem ilustrativa) AP - Kirsty Wigglesworth

Um estudo publicado nesta quarta-feira (10) pela revista científica British Medical Journal (BMJ) indicou que a variante britânica da Covid-19 não apenas é mais contagiosa que as demais, como também é bem mais mortal. A pesquisa confirma suspeitas levantadas no início do ano por cientistas do Reino Unido.  

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"Existe uma alta probabilidade de que o risco de mortalidade aumente com uma infecção" com essa variante, escrevem os pesquisadores das universidades de Exeter e de Bristol na publicação da BMJ.

Para chegar a essa conclusão, eles compararam o índice de mortalidade de indivíduos infectados pela nova cepa com pessoas infectadas por outras. Segundo a pesquisa, a forma do vírus encontrada inicialmente no Reino Unido é 64% mais mortal que o coronavírus clássico. Entre 1.000 casos detectados, a variante inglesa provoca 4,1 mortes contra 2,5 para a forma tradicional do vírus.

Concretamente, de uma amostragem de 54.906 pacientes contaminados pelo B.1.1.7 (código da família dessa cepa, cujo nome oficial é VOC 202012/01), 227 pessoas morreram, contra 141 para o mesmo número de pacientes contaminados com as outras variantes.

“Esse resultado, combinado com a propagação rápida dessa forma do vírus, faz da variante B.1.1.7 uma ameaça que deve ser levada à sério”, resumiu Robert Challen, pesquisador da Universidade de Exeter, que codirigiu o estudo.

A pesquisa corrobora as suspeitas levantadas pelo NERVTAG - grupo que assessora o governo britânico. Em janeiro deste ano, a entidade mencionou uma "possibilidade realista" de que esta variante tivesse uma mortalidade maior.

Esses dados "reforçam a importância de que as pessoas se vacinem", estimou Simon Clarke, da Universidade de Reading, citado pelo organismo britânico Science Media Centre e que não participou do estudo.

Em algumas regiões do mundo a variante britânica já representa a maior parte dos novos casos de Covid-19.

(Com informações da AFP)

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