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Câncer/Saúde

Mulheres são alvo de campanha contra tabagismo

As mulheres serão o principal alvo da campanha contra o tabagismo
As mulheres serão o principal alvo da campanha contra o tabagismo reuters
Texto por: Adriana Moysés
2 min

Até o dia 20 de junho, as francesas vão ser bombardeadas pela nova campanha da Organização Mundial da Saúde (OMS) contra o tabagismo. Em versões para rádio, tevê, jornais e internet, a campanha aborda três riscos para a saúde da mulher diretamente ligados ao hábito de fumar: a menopausa precoce, a queda da fertilidade e o câncer.

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O cartaz do dia sem tabaco mostra a imagem de um maço de cigarros disfarçado de maçã, simbolizando a sedução que o produto exerce sobre as mulheres. O slogan afirma que mesmo com esse poder de atração, o cigarro representa um risco.

Mas todo o esforço da OMS para convencer as mulheres a não fumar pode ser atenuado por uma polêmica médica. Um conhecido pneumologista francês, Philippe Even, contesta os efeitos negativos para a saúde do tabagismo passivo.

Considerado um pioneiro da luta contra o fumo, o pneumologista acha que a lei proibindo o fumo nos locais públicos não tem a menor eficácia. Segundo o doutor Even, 40% dos estudos científicos concluem que o tabagismo passivo não é nocivo para a saúde e os 60% restantes estimam um pequeno risco de câncer.

O médico também contesta o número de mortes ligadas ao tabagismo passivo na França, estimado entre 3 mil e 6 mil mortes por ano. Ao todo, 60 mil pessoas morrem por ano na França, vítimas de doenças ligadas ao tabagismo. Um estudo francês demonstra que a mortalidade por câncer de pulmão entre as mulheres de 40 anos quadruplicou em 15 anos enquanto, entre os homens, caiu pela metade, em 10 anos.
 

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