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Autismo/obesidade

Mulheres obesas têm mais de chances de terem filhos autistas, aponta pesquisa

Escola-piloto especializada em crianças autistas testa novos métodos de aprendizagem com seus alunos, em Paris.
Escola-piloto especializada em crianças autistas testa novos métodos de aprendizagem com seus alunos, em Paris. Flickr/Ministère du Travail, de l'Emploi et de la Santé
Texto por: RFI
2 min

As mães obesas ou diabéticas têm mais chances de ter um filho autista ou com problemas no desenvolvimento cognitivo, de acordo com um estudo americano publicado nesta segunda-feira. Os resultados foram divulgados na revista Pediatrics.

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Os autores do estudo examinaram 1004 mães e filhos, de diferentes classes sociais da Califórnia. Neste grupo, pelo menos metade das crianças eram autistas, 172 apresentavam problemas cognitivos e 315 eram consideradas como normais.

Durante o estudo, os pesquisadores não puderam concluir se a obesidade ou a diabete da mãe também originaram os problemas psicológicos das crianças, mas verificaram a existência de uma correlação. Segundo os cientistas, a possibilidade de uma mãe obesa dar à luz um filho autista é 67% maior em relação a uma mulher que tenha um peso normal. A pesquisa ainda mostrou que mais de 20% das mães que tiveram um filho autista ou com problemas de desenvolvimento estavam muito acima do peso.

Os pesquisadores estimam que uma longa exposição do feto à insulina poderia explicar as consequências na formação do sistema neurológico. A mãe diabética também precisa de mais oxigênio, necessário para o bebê se desenvolver normalmente.

Segundo a responsável pelo estudo Paula Krakowiak,da Universidade da Califórnia, "a relação entre a saúde da mãe e os problemas de desenvolvimento neurológico da criança pode ter repercussões em termos de saúde pública." No mês passado, as autoridades revelaram que o número de casos de autismo diagnosticados em crianças americanas aumentou em 23% entre 2006 e 2008.
 

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