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Copa do Mundo/Brasil

Brasil espera jogo mais aberto contra a Costa do Marfim

Robinho antes da coletiva à imprensa nesta quinta-feira, em Joanesburgo.
Robinho antes da coletiva à imprensa nesta quinta-feira, em Joanesburgo. Reuters
Texto por: Elcio Ramalho
6 min

Os jogadores brasileiros Robinho e Nilmar deram nesta quinta-feira uma entrevista coletiva à imprensa, antes do treino da seleção brasileira no Randburg Park, em Joanesburgo, África do Sul. Superadas as pressões e a ansiedade da estreia contra a Coreia do Norte, os jogadores da seleção brasileira esperam apresentar um melhor futebol nos próximos jogos da Copa Mundo.

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Os dois jogadores dizem estar conscientes que ainda encontrarão equipes que vão continuar jogando na retranca e apostando na forte marcação.A vitória apertada por 2 a 1 contra a Coreia do Norte na estreia do Mundial demonstrou as dificuldades do Brasil para superar equipes que se fecham na defesa e deixam poucos espaços para o trabalho dos atacantes.

« O segredo é fazer um gol rápido, nos primeiros 15 minutos para o jogo ficar mais aberto. Mas com a Coreia (do Norte), mesmo após o gol eles continuaram fechados. O segredo é a paciência », disse Robinho, considerado um dos destaques da seleção brasileira no jogo de estreia. O Brasil só conseguiu abrir o placar aos 10 minutos do segundo tempo, com um o lateral direito Maicon.

«Sabíamos que não ia ser fácil », disse o atacante Nilmar, revelando que nos treinos fechados à imprensa, o técnico Dunga insistiu na preparação dos jogadores para uma retranca previsível dos norte-coreanos. Segundo Nilmar, nos coletivos o time reserva foi orientado e reforçar a marcação e dificultar o setor ofensivo da equipe titular. «A gente viu pelo coletivo, onde não houve muitos gols», afirmou.

Atacante Robinho da seleção brasileira na África do Sul

Segundo Nilmar, os atacantes brasileiros, acostumados com equipes que jogam mais abertas e buscam fazer gols, devem encontrar a mesma dificuldade nos futuros jogos do Brasil. Os resultados das partidas do Mundial têm revelado a característica do futebol atual. « O futebol hoje é de muita força e marcação, a gente está vendo que não tem muitos gols como imaginávamos», lamentou o atacante.

Robinho também se mostrou um pouco frustrado com os poucos gols da primeira rodada, marcada por vitórias apertadas, com exceção da Alemanha que venceu a Austrália por 4 a 0 e da Argentina que venceu nesta quinta-feira a Coreia do Sul por 4 a 1. «Não era isso que eu esperava, jogos com poucos gols. Com o Brasil nessa primeira rodada infelizmente foi assim, mas a tendência é melhorar a partir da fase do mata-mata, pois os times dependem da vitória e os gols vão surgir », prevê Robinho.

Durante a entrevista coletiva nesta quinta-feira, Robinho e Nilmar disseram que a tendência da seleção é melhorar já a partir do próximo jogo, contra a Costa do Marfim, no domingo. «A gente não tem informação de quem vai jogar pela Costa do Marfim, mas não acho que os marfinenses vão jogar marcando tanto quanto a Coreia (do Norte)», disse Robinho. «A tendência é melhorar a cada jogo. Acabou a tensão da estreia», concluiu.

Versatilidade

Questionado sobre a substituição de Kaká no segundo tempo da partida contra os norte-coreanos e o pedido de Dunga para que passasse a jogar mais recuado, na criação de jogadas, Robinho disse ter se sentido à vontade para exercer a função.
«Já joguei na posição que joga o Kaká. «Não vejo problema nenhum se o Dunga optar por isso», declarou. No entanto, Robinho fez questão de destacar que sua principal característica é jogar mais à frente e deu indicações de quem seria um bom substituto do grande ídolo brasileiro: «Depende da formação do Dunga, mas tem Julio Baptista que já exerceu bem a função de Kaká na Copa América», lembrou o atacante.

Assim como no jogo contra a Coreia do Norte, quando foi substituído por Nilmar, tudo indica que Kaká, que está voltando a ter ritmo de jogo após duas lesões, deverá novamente ceder seu lugar no segundo tempo no jogo contra a Costa do Marfim. Os jogadores parecem estar preparados para se adaptar às mudanças planejadas por Dunga. «Ele (Kaká) é um jogador de peso e pode decidir (uma partida) a qualquer momento, mas se tiver que entrar no lugar dele, não tem problema»,admitiu Robinho.

 

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