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Brasil/Copa do Mundo

Costa do Marfim é primeiro grande desafio da seleção brasileira

Robinho (à esq.) e Kaká  durante treino da seleção brasileira no Sthinthians Hig School, em Johanesburgo.
Robinho (à esq.) e Kaká durante treino da seleção brasileira no Sthinthians Hig School, em Johanesburgo. Reuters
6 min

O segundo jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo, neste domingo contra a Costa do Marfim no estádio Soccer City, em Johanesburgo, deve representar o primeiro grande teste para a equipe de Dunga, já que a equipe africana é considerada uma das candidatas a ficar com uma das vagas do grupo G. O treinador do Brasil elogiou o futebol "organizado" e a qualidade técnica e física dos jogadores marfinenses. 

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Elcio Ramalho, enviado especial à Johanesburgo

Superada a tensão da estreia e a retranca da Coreia do Norte, a seleção brasileira deve encarar pela segunda rodada do Mundial um adversário que também tem como uma de suas principais características o sistema defensivo, mas também que aposta no poder de seu ataque, comandado por um dos maiores jogadores do continente africano, o centro-avante Didier Drogba.

O treinador brasileiro mostrou preocupação com o porte físico da seleção marfinense que pode fazer, segundo ele, uma grande diferença nas bolas aéreas. "Teremos que ser mais versátil e ágil para conseguir superar (essas jogadas)", disse Dunga.

Depois de ter visto o jogo de estreia da Costa do Marfim contra Portugal, Dunga chegou à conclusão de que o adversário deste domingo marca bem e que, depois da chegada do treinador sueco Sven Goran Eriksson, desenvolveu uma "boa organização" de jogo.

"Eles têm jogadores de qualidade técnica e de velocidade também e vão querer jogar também e procurar espaço como o Brasil. Eu não acredito que vai ser (um jogo) defensivo, mas todos vão tomar seus cuidados e vão procurar o gol", disse o treinador brasileiro.

Para Dunga essa é uma Copa do Mundo em que tendo oportunidade, tem que "definir com eficiência porque serão poucas chances criadas".

As declarações foram dadas durante a entrevista coletiva deste sábado realizada na véspera do jogo contra a Costa do Marfim. Para cumprir o compromisso da Fifa, a entrevista coletiva no estádio Soccr City, Dunga teve que deixar às pressas o treinamento das seleção brasileira na Sthinthians High School, na região norte de Johanesburgo.

Normalmente o Brasil deveria ter feito um reconhecimento do gramado do local da partida deste domingo, mas a FIFA decidiu suspender a programação no local para preservar o gramado do estádio.

Dunga não se opôs, mas lamentou a decisão da Fifa anunciada na sexta-feira à noite. "Lógico que a gente gostaria de treinar, mas é uma precaução; esse estádio vai até a final então, quanto mais preservar ele (o gramado) para os jogos, para o espetáculo é melhor", disse.

Dunga, durante treino do Brasil em Johanesburgo.
Dunga, durante treino do Brasil em Johanesburgo. Reuters

Questionado sobre uma eventual repetição das mudanças feitas na partida de estreia, quando Kaká foi substituído por Nilmar e Robinho foi orientado a recuar para armar jogadas no meio campo, Dunga, descartou qualquer alteração precipitada. "Preciso ver o jogo para ver o que vai acontecer. Você não começa uma partida com uma substuição definida", comentou Dunga. "Para cada jogo temos várias opções e vou escolher qual achar melhor", avisou.

Didier Drogba

A delegação brasileira anunciou que em uma reunião técnica com a Fifa, antes da partida, iria expor a preocupação com a proteção usada pelo atacante Didier Drogba para proteger a lesão de seu ante-braço. "Se a proteção do atacante tiver componentes metálicos teoricamente ela não pode ser usada", disse o médico da seleção, José Luiz Runco.

Drogba, que entrou no segundo tempo do jogo de estreia dos marfineses contra Portugal, deve ser escalado como titular na partida contra o Brasil, embora o treinador Sven Goran Eriksson procure fazer mistério sobre a presença do jogador desde o início do jogo. "Vai depender do departamento médico", garante o treinador sueco. Eriksson também defendeu a eventual entrada do jogador com a proteção usada por Drogba.

"Não é perigoso. A Fifa e o juiz do primeiro jogo contra Portugal estimaram que não era perigoso. Não há motivo para que não seja a mesma coisa no jogo contra o Brasil. Tenho confiança que o juiz vai deixá-lo jogar", disse o treinador da Costa do Marfim.

O maior jogador da seleção africana preocupa particularmente o técnico Dunga ? Não. "A gente não tem que marcar só o Drogba e sim toda a equipe. A gente sabe da qualidade dele, do potencial, mas temos que marcar todos os atacantes. Não podemos pensar em um único jogador", afirmou o treinador brasileiro.

Sonho possível

Para o zagueiro marfinense Siaka Tiéné, jogar contra o Brasil é um sonho de infância: "Desde pequeno sonhava em jogar uma Copa do Mundo e contra o Brasil. Agora chegou a hora. Isso nos dá confiança, mas vai ser preciso jogar muito. É um grande prazer para nós jogar contra eles", disse, ao lado do treinador Eriksson na coletiva no estádio Soccer City, no sábado.

O técnico da Costa do Marfim garantiu que sua equipe está pronta para encarar a equipe número 1 do ranking da Fifa."Temos trabalhado muito e feito o possível para nos preparmos para jogar contra o Brasil. Claro que sonhamos, esperamos ter um resultado positivo contra o Brasil", disse Eriksson que resumiu as chances de sua equipe vencer ou mesmo empatar com a seleção brasileira: "é difícil mas é possível".
 

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