Exposição/Londres

Estação de metrô que serviu de abrigo antiaéreo durante a guerra é reaberta ao público

Londrinos se abrigam dos bombardeios na estação de metrô Aldwych, em 1940.
Londrinos se abrigam dos bombardeios na estação de metrô Aldwych, em 1940. Flickr/ southallboard12

Foi reaberta ao público, nesta sexta-feira, uma das primeiras estações de metrô de Londres que serviram de abrigo antiaéreo para a população britânica durante os bombardeios alemães da Segunda Guerra Mundial. O evento faz parte das comemorações dos 70 anos da resistência britânica à ofensiva alemã.

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Na estação de metrô de Aldwych, fechada desde 1994, atores profissionais estão vestidos com trajes da época, lembrando os anos de 1940 e 1941. O objetivo é recriar o ambiente vivido por milhares de britânicos que se refugiaram das "Blitz", os bombardeios alemães, durante a Segunda Guerra Mundial. A estação poderá ser visitada até o próximo domingo. Todos os ingressos já foram vendidos.

Na noite do dia 6 de setembro de 1940, a Luftwaffe lançou as primeiras bombas sobre a capital britânica. Foram 57 dias consecutivos de bombardeios, durante o dia e a noite. Na época, as estações de metro foram transformadas em abrigos antiaéreos.

Os bombardeios alemães atingiram também, entre outras, as cidades de Coventry, Birmingham, Southampton, Liverpool, Bristol, Manchester, Sheffield, Porthsmouth, escolhidas por terem importância industrial.

No total, cerca de 1000 aviões da força aérea nazista atravessaram o mar do Norte para bombardear a capital inglesa, sem fazer distinção entre alvos civis e militares.

Se em terra a população se refugiava nas estações de metrô, no céu a Royal Air Force, a Força Aérea Real, defendia os britânicos, enfrentando os aviões alemães. Daí a famosa frase do então primeiro-ministro Winston Churchill, que disse: "Nunca tantos deveram tanto a tão poucos".

Apesar do forte bombardeio, a família real nunca deixou Londres. Em 1941, a rainha Elisabeth, mãe da atual rainha Elizabeth II, declarou: "As crianças não podem ir embora, se eu não for com elas. Eu não posso ir, se o rei não for. E o rei não abandonará o país, aconteça o que acontecer".

João Alencar, colaboração para a RFI.

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