Cultura

Exposição da Louis Vuitton no Museu Nacional da China cria polêmica

Sala da exposição "Louis Vuitton-Voyages" no Museu Nacional da China.
Sala da exposição "Louis Vuitton-Voyages" no Museu Nacional da China. DR

Em homenagem aos 20 anos da chegada da grife de luxo francesa ao país, uma grande mostra foi organizada durante três meses no novo museu da mítica Praça da Paz Celestial,Tian'anmen. A iniciativa gerou controvérsia, pois até hoje nenhuma marca comercial foi exposta no local destinado a acolher exclusivamente obras de arte milenares.   

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A mostra "Louis Vuitton-Voyages" é composta por centenas de malas e bolsas (entre as quais diversos modelos de 1860), além de escovas, vidros de perfumes e desenhos. Louis Vuitton é uma das marcas preferidas da população urbana e abastada da China, onde abriu a sua primeira loja em 1992. Este número subiu para 34, o que não é surpreendente, pois a China é o mercado que apresenta maior crescimento mundial no setor do luxo. 

A exposição ocupa quatro salas do museu situado no centro de Pequim e que acaba de ser reaberto depois de vários anos em obras. Cada sala foi equipada com grandes espelhos e uma iluminação especial.

Críticas

O ex-diretor do Instituto de Pesquisa sobre o Patrimônio Cultural Chinês, Zhang Tinghao, é um dos fervorosos opositores à mostra, considerando "ridículo" que bolsas, malas e outros produtos sejam protegidos por seguranças como se fôssem relíquias. "Nosso país tem uma longa história e um imenso patrimônio cultural a ser descoberto, mas deixamos uma marca puramente comercial ganhar uma exposição desta dimensão", desabaga Zhang Tinghao.

Louis Vuitton segue a tendência das marcas de primeira linha utilizarem museus, galerias de arte e festivais de cinema para atrair os consumidores de forte poder aquisitivo.

 

 

 

 

 

 

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