Repressão/China

Artista e dissidente chinês é libertado sob fiança

Ai Weiwei, no Tate Modern, em Londres (10/11/2010).
Ai Weiwei, no Tate Modern, em Londres (10/11/2010). REUTERS/Stefan Wermuth/Files

Ai Weiwei, um dos grandes nomes das artes plásticas hoje, foi libertado nesta quarta-feira, após pagar fiança e confessar crimes de evasão fiscal, informou a agência oficial Nova China. O artista foi preso no dia 3 de abril, sem mandato judicial.

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Segundo o comunicado da imprensa oficial, a libertação de Ai Weiwei, de 54 anos, também foi motivada por “bom comportamento” e por causa de uma “doença crônica”. O criador do “Ninho de Pássaros”, o estádio olímpico de Pequim, sofre de diabetes e hipertensão. Feroz opositor do regime comunista, ele foi preso quando embarcava para Hong Kong. Ele vinha sendo mantido em local não divulgado pelas autoridades.

De acordo com a agência oficial, a decisão de libertar Ai Weiwei "levou em conta o fato de que o artista se comprometeu a pagar todos os impostos que devia” ao fisco chinês. Uma empresa de Ai Weiwei foi acusada de fraude massiva e destruição intencional de documentos da contabilidade.

Gao Ge, irmã do artista, confirmou que a polícia anunciou a soltura de Ai Weiwei. “Mas ele ainda não voltou para casa”, ela disse à agência France Presse. A prisão de Ai Weiwei provocou protestos no mundo todo, além de manifestações diante de embaixadas e consulados chineses.
 

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