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Exposições em Londres e Paris analisam relação entre pintura e performance

Áudio 06:00
Tela do pintor David Kockney que empresta seu nome à exposição da Tate Modern, em Londres.
Tela do pintor David Kockney que empresta seu nome à exposição da Tate Modern, em Londres. David Hockney
Por: Kênya Zanatta
8 min

A pintura ainda pode sobreviver na era do espetáculo e da performance? Essa é a questão que atravessa em filigrana a mostra "A Bigger Splash", última atração do ano na Tate Modern, em Londres. O título é emprestado da icônica tela de David Hockney que retrata uma piscina californiana, e do filme de Jack Hazan sobre a vida do pintor. Uma série de obras permite explorar a relação dinâmica entre a performance e a pintura dos anos 50 até os dias de hoje, nos trabalhos de artistas como Jackson Pollock, Yves Klein, Nikki de Saint Phalle, Yayoi Kusama e Cindy Sherman. Filmes e fotografias revelam os bastidores de obras de arte experimentais, que faziam da pintura uma verdadeira performance usando o corpo como tela ou pincel. Com o tempo esse movimento se inverteu, e as atitudes desenvolvidas por meio de performances abriram caminho para que os artistas contemporâneos pudessem repensar a pintura. Em Paris, uma grande retrospectiva da obra de Salvador Dalí no Centro Pompidou valoriza seu trabalho como pioneiro da performance. Segundo Jean-Hubert Martin, comissário geral da exposição, as tiradas excêntricas do artista catalão mostram ele havia compreendido antes de todo mundo os princípios da sociedade do espetáculo.Este programa também fala sobre o prestigioso festival de cinema de Turim, que este ano começou com uma polêmica. Clique em "ouvir" para conferir o Agenda Europa desta semana.

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