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França

Ministério Público francês abre inquérito preliminar contra pílula de terceira geração

As queixas visam as pílulas de terceira ou quarta geração
As queixas visam as pílulas de terceira ou quarta geração Getty Images/BSIP/Contributeur
Texto por: RFI
3 min

O Ministério Público francês abriu nesta sexta-feira um inquérito preliminar contra a pílula anticoncepcional Meliane, do laboratório Bayer, para investigar as queixas de jovens que tiveram graves problemas de saúde utilizando o produto. No Brasil, a Meliane é comercializada com o nome de YAZ e Yasmin. Outras pílulas também serão investigadas pela Justiça francesa.

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A primeira paciente a prestar queixa contra a pílula da Bayer foi a jovem Marion Larat, 25 anos, parcialmente paralisada depois de um derrame cerebral. Seu depoimento, publicado na imprensa francesa, incitou diversas jovens, vítimas de acidentes com pílulas de marcas diferentes a fazerem a denúncia. Entre elas, Diane 35, muito utilizada no tratamento de distúrbios hormonais.

No total, são cerca de 14 ações na Justiça contra vários tipos de pílulas, que teriam provocado sequelas irreversíveis e acidentes fatais. Um dos depoimentos foi publicado nesta sexta-feira no jornal Libération, e conta a história de Théodora, vítima de embolia pulmonar dois meses depois de iniciar um tratamento com a pílula Mercillon, prescrita sem autorização do pais, como prevê a lei na França.

A investigação será realizada por um organismo francês responsável pelas questões de meio-ambiente e saúde pública. É a primeira vez na França que uma usuária de pílula resolve entrar na Justiça contra os efeitos colaterais do medicamentos. O governo francês criou até mesmo uma linha telefônica para responder às dúvidas das pacientes. Especialistas ouvidos pela RFI afirmam que o importante é respeitar as contra-indicações, que incluem um histórico familiar com casos trombose ou outros problemas circulatórios. É o caso da médica Anne Gompel, que lamenta a falta de informação em torno do assunto, e insiste que a pílula, se bem utilizada, é uma ótima opção de contracepção.

A agência francesa dos medicamentos já havia lançado diversos alertas contra os riscos das pílulas de terceira geração, usadas por cerca de 2,5 milhões de mulheres na França. A partir do dia 31 de março, o medicamento não será mais reembolsado pelo governo, de acordo com a ministra da saúde Marisol Touraine.
 

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