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Prêmio/Espanha

Cineasta austríaco Michael Haneke recebe prêmio Príncipe das Astúrias

O diretor austríaco Michael Haneke recebeu em 2012 a Palma de Ouro no festival de cinema de Cannes por seu filme "Amor".
O diretor austríaco Michael Haneke recebeu em 2012 a Palma de Ouro no festival de cinema de Cannes por seu filme "Amor". Reuters/Yves Herman
Texto por: RFI
2 min

O prêmio Príncipe das Astúrias, uma das principais recompensas espanholas, foi entregue nesta quinta-feira ao cineasta austríaco Michael Haneke, diretor de "Amor". A produção venceu em 2012 a Palma de Ouro no festival de Cannes e recebeu este ano o Oscar de melhor filme estrangeiro.

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Os outros artistas que disputavam a edição 2013 do prêmio eram o coreógrafo cubano Carlos Acosta Quesada, a artista sérvia Marina Abramovic, o pintor e videasta americano Bruce Nauman e o compositor estônio Arvo Part.

Ele foi recompensado "por sua criação cinematográfica profundamente enraizada na cultura europeia , que constitui uma abordagem original e pessoal de grande sinceridade, com um senso agudo da observação e uma extrema sutileza, problemas fundamentais que nos tocam individualmente ou coletivamente", escreveu o júri em um comunicado.

"Amor", um filme franco-austríaco interpretado por duas lendas vivas do cinema francês, Jean-Louis Trintignant, de 81 anos, e Emmanuelle Riva, de 85 anos, conta a difícil velhice de um casal que enfrenta a doença e a perda de autonomia da esposa.

Além do Oscar e da Palma de Ouro, esse filme também foi premiado nas cerimônias de entrega do Bafta, o Oscar britânico, do Golden Globe e do César, o Oscar francês.

Michael Haneke se firmou como um dos cineastas mais originais e mais fortes do continente europeu já em 1989, quando apresentou seu filme "O Sétimo Continente" na Quinzena dos Realizadores do festival de Cannes.

Ao receber o prêmio Príncipe de Astúrias das Artes, Michael Haneke entra para um clube de grandes nomes que inclui o diretor americano Woody Allen, o cineasta espanhol Pedro Almodovar, o maestro italiano Riccardo Muti, o arquiteto britânico Norman Foster ou ainda o músico Bob Dylan.

Cada um dos oito prêmios entregues anualmente desde 1981 por essa fundação presidida pelo príncipe Felipe compreende um cheque de 50 mil euros e uma escultura do artista catalão Joan Miró.
 

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