Cannes 2013

Filme francês é favorito à Palma de Ouro de Cannes

Cena de 'La Vie d'Adèle', com Adèle Exarchopulos e Léa Seydoux.
Cena de 'La Vie d'Adèle', com Adèle Exarchopulos e Léa Seydoux. © DR/ festival-cannes.com

Muita expectativa em Cannes. Como manda a tradição, o júri da Palma de Ouro, presidido por Steven Spielberg, se reuniu numa mansão da Riviera Francesa nesta manhã de domingo para decidir qual filme, entre os 20 concorrentes, será o ganhador do cobiçado prêmio. O encontro pode durar horas e o resultado só será anunciado na cerimônia de encerramento, a partir de 19h no horário local, 14h em Brasília.

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Um forte candidato é "La Vie d’Adèle" (A Vida de Adèle, em tradução livre), do franco tunisiano Abdellatif Kechiche, um dos grandes nomes do cinema francês da atualidade. O filme ganhou na noite de sábado o prêmio FIPRESCI da crítica internacional. A trama é baseada em uma história em quadrinhos, "Le Bleu est une Couleur Chaude", (O Azul é uma Cor Quente, em tradução livre), de Lucie Maroh. Adèle é uma adolescente de 15 anos que descobre a paixão e o desejo homossexual quando encontra uma jovem de cabelos azuis.

A atriz que vive Adèle também chama-se Adèle, só que com um sobrenome mais complicado: Exarchopoulos. Mas isso não deve atrapalhar em nada, pelo contrário, uma vez que ela é a grande sensação do festival, uma verdadeira descoberta de Kechiche, que gosta de trabalhar com atores desconhecidos. Adèle Exarchopoulos é bastante cotada para levar o prêmio de interpretação feminina.

Mas dois filmes da Ásia podem estragar a festa francesa. "Soshite Chichi ni Naru" (Tal Pai, Tal Filho, em tradução do francês), do japonês Hirokazu Kore-Eda, fala sobre a paternidade a partir da descoberta de uma troca de bebês. Já "A Touch of Sin" (Um Toque de Pecado), do chinês Jia Zhagke, traz um retrato violento da China de hoje, dividida entre rural e urbano, mergulhada na corrupção e fascinada pelo consumismo.

"A Grande Beleza", do italiano Paolo Sorrentino, sobre as dúvidas existenciais de um escritor mundano em Roma pode ser um azarão. O ator Toni Servillo é um dos favoritos para levar o prêmio de interpretação masculina, ao lado de Michael Douglas, que viveu o exuberante pianista americano Liberace no filme "Behind the Candelabra", de Steven Soderbergh.

A festa de Cannes começa às 19h (14h no Brasil). A Palma de Ouro será entregue pela atriz americana Uma Thurman. A mestre de cerimônias é a francesa Audrey Tautou.

Dominique Strauss-Kahn no tapete vermelho

Quem surpreendeu no tapete vermelho na noite de sábado foi o ex-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn. Sorridente, ele apareceu ao lado de sua nova companheira, Myriam L’Aouffir, 45 anos. DSK, como é conhecido na França, renunciou ao cargo por causa do escândalo Sofitel, em que foi acusado de agredir sexualmente uma camareira. Ele era casado com a jornalista e herdeira Anne Sinclair. Um apresentador da TV BFM brincou, dizendo que talvez no ano que vem seja Gérard Depardieu quem vai subir as escadarias de Cannes, pois o ator grava no momento um filme sobre a vida de Strauss-Kahn.

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