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Avignon/Teatro

Festival de Avignon homenageia o teatro africano

O francês Stanislas Nordey, e o congolês Dieudonné Niangouna são os diretores em destaque no Festival de Avignon 2013.
O francês Stanislas Nordey, e o congolês Dieudonné Niangouna são os diretores em destaque no Festival de Avignon 2013. Christophe Raynaud de Lage / Festival d'Avignon
Texto por: Maria Emilia Alencar
3 min

O festival de Avignon, o maior evento teatral europeu, começa nesta sexta-feira, 5 de julho, com um show pirotécnico do famoso grupo F que já se apresentou várias vezes no Brasil. Durante três semanas, essa cidade medieval do sul da França se transforma na capital mundial do teatro: mais de 1300 espetáculos serão apresentados até 26 de julho. Nesta edição estará em destaque a nova geração de dramaturgos africanos.

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Como todos os anos, o Festival de Avignon solicita diretores de teatro de vanguarda para escolher a linha geral da programação. Para esta sexagésima-sétima edição, duas personalidades do mundo teatral contemporâneo são os chamados "diretores associados" do evento: o francês Stanislas Nordey, bastante conhecido no meio teatral parisiense e o congolês Dieudonné Niangouna, autor, poeta e ator.
Dieudonné apresenta ao público do festival uma série de artistas africanos, dos universos da dança, do teatro e da performance, que mostrarão o que há de mais ousado no cenário contemporâneo da África.

O espetáculo "Sheda" proposto pelo diretor congolês em Avignon, será encenado ao ar livre numa pedreira, a 30 quilômetros da cidade. 11 atores e dois músicos em cena apresentarão uma "epopeia poética", como o denomina Dieudonné. O dramaturgo utiliza a paisagem desértica e ensolarada da Provence, no sul da França, para tratar de temas violentos, como as sucessivas guerras africanas. "Shéda" relata o encontro de refugiados de vários horizontes, "foragidos de diferentes tragédias", como explica o diretor.

Outro carro chefe do festival esse ano será a peça "Par les villages", que numa tradução livre seria "Pelos Vilarejos", uma adaptação de um texto do austríaco Peter Handke dirigida pelo francês Stanilas Nordey, com duas conhecidas atrizes francesas no elenco: Emmanuelle Béart e Jeanne Balibar. A peça estreia neste sábado no mítico palco do Palácio do Papas, a construção medieval que é o emblema desse festival desde sua criação.

"La FabricA"

Um dos grandes eventos dessa edição do Festival é a inauguração de um novo local, "A FabricA", na periferia de Avignon: um centro que servirá para apresentações de espetáculos, ensaios e residência para jovens companhias do mundo inteiro. Um sonho que o ator francês Jean Vilar, fundador do festival em 1947, não pode concretizar em vida.

Além do circuito oficial, o festival conta com um efervescente circuito paralelo chamado Avignon Off. Esse ano 1258 espetáculos de 1066 companhias estarão em cartaz até o final de julho. Isso se traduz na presença de pelo menos 8 mil artistas durante o festival.
 

 

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