Bestseller "American Psycho" vira musical em Londres

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Depois de virar filme em 2000, o livro "American Psycho", publicado em 1991, agora virou musical.
Depois de virar filme em 2000, o livro "American Psycho", publicado em 1991, agora virou musical. Divulgação

Um thriller musical que tem como personagem principal um serial killer em Londres, duas exposições sobre a civilização etrusca na França e um percurso pela arte contemporânea no metrô de Nápoles são os temas do Agenda Europa desta semana. Clique em "Ouvir" para conferir o programa completo.

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Durante o mês de dezembro, o "Quebra-Noze"s e outros contos de Natal dominam a programação teatral em várias capitais europeias. Mas quem quer distância dos espetáculos com bons sentimentos tem uma alternativa radical no West End londrino.

"American Psycho", versão musical do bestseller de Bret Easton Ellis, estreou em Londres antes de entrar em cartaz na Broadway. O livro, que já havia sido transformado em filme, conta a história de Patrick Bateman, um serial killer que trabalha em Wall Street e vive em um universo consumista onde estar em forma, vestir roupas de marca e conseguir uma mesa no restaurante da moda são as únicas coisas que importam.

A música de Duncan Sheik, vencedor do Grammy, se inspira em ícones dos anos 80 como Phil Collins. Críticos britânicos elogiaram a maneira como as cenas de sexo e violência do livro, que chocaram muitos leitores, foram traduzidas de maneira original e elegante no palco. O papel principal é interpretado por Matt Smith, última encarnação do "Doctor Who" na célebre série de TV britânica.

A produção fica em cartaz até o dia 1° de fevereiro no teatro Almeida, em Londres.

Arqueologia

Antes dos romanos, a Itália central era ocupada pelos etruscos. É a eles que a filial do Louvre em Lens, no norte da França, dedica sua primeira grande exposição de arqueologia.

"Os Etruscos e o Mediterrâneo" reúne mais de 400 objetos encontrados em Cerveteri. Essa cidade próxima de Roma foi redescoberta no século 19, mas as escavações continuam até hoje e algumas das peças expostas foram encontradas somente no ano passado.

Pouco conhecida do grande público, a civilização etrusca é, segundo os especialistas, essencial para compreender o Mediterrâneo antigo. Povo de pescadores e comerciantes, os etruscos multiplicaram os contatos com outros povos. Durante vários séculos, Cerveteri teve um papel de intermediária entre o Oriente, o Oriente Médio e o Ocidente, até ser conquistada pelos romanos no ano 273 antes de Cristo.

A mostra fica em cartaz até 10 de março na sede do Louvre em Lens, que acaba de completar um ano de existência, e segue para Roma em abril de 2014.

A cultura etrusca também é tema de uma exposição inédita em Paris. Com 250 peças provenientes de grandes instituições europeias, a mostra se concentra na vida cotidiana das grandes cidades etruscas durante oito séculos.

"Queríamos fugir daquela imagem dos etruscos com seus sarcófagos e suas urnas crematórias, que são os elementos mais conhecidos dessa civilização. Tentamos reconstituir a vida cotidiana dos etruscos. Então em algumas partes da exposição há por exemplo objetos de cozinha, como peneiras e raladores", como explica Federica Fruttero, do museu Maillol.

A mostra "Etruscos: Um hino à vida" pode ser visitada no museu Maillol até o dia 9 de fevereiro.

Arte no metrô

O metrô de Nápoles inaugurou esta semana mais uma parada do projeto "Estações da Arte". Por apenas 1,30 euro,  o preço de um bilhete de metrô, os passageiros têm acesso a dezesseis estações concebidas por alguns dos maiores arquitetos, designers e artistas do mundo.

A nova estação Garibaldi, que estará aberta ao público a partir de 30 de dezembro, foi projetada pelo francês Dominique Perrault e abriga duas instalações do italiano Michelangelo Pistoletto, expoente do movimento contemporâneo da Arte Povera.

Na mesma linha 1 do metrô, a estação Toledo é uma das mais bonitas da Europa. Concebida pelo arquiteto catalão Oscar Tusquets Blanca, ela integra restos das muralhas do período de dominação espanhol, mosaicos do sul-africano William Kentridge e uma instalação do americano Robert Wilson.

No total as 16 estações do projeto, que faz parte de um vasto plano de urbanismo e de desenvolvimento do transporte público em Nápoles, abrigam mais de 200 obras de nomes como a arquiteta Gae Aulenti e os artistas plásticos Sol LeWitt e Marisa Merz.

 

 

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