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Oriente Express é tema de exposição itinerante na Europa

Áudio 07:29
A exposição "Era uma vez o Oriente Express" relembra o glamour de uma das rotas ferroviárias mais famosas do mundo.
A exposição "Era uma vez o Oriente Express" relembra o glamour de uma das rotas ferroviárias mais famosas do mundo. © Malika Favre
Por: Silvano Mendes

O Instituto do Mundo Árabe, em Paris, é a primeira etapa da exposição sobre o Oriente Express, que vai viajar pela Europa contando a história de um dos trens mais célebres do mundo. A agenda cultural no velho continente desta semana também traz uma mostra sobre fotografia espacial, realizada em Viena, e a etapa londrina da retrospectiva itinerante sobre o trabalho do estilista francês Jean Paul Gaultier, que está dando a volta ao mundo e já recebeu mais de um milhão de visitantes.

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Se a rede ferroviária europeia, como seus mais de 200 mil km de trilhos, é conhecida por sua eficácia e abrangência, apenas um nome vem à cabeça quando se fala de trens de luxo no velho continente : Oriente Express. A linha, criada em 1883 para fazer a rota entre Paris e Constantinopla (a atual Istambul, na Turquia), entrou para a história com seus passageiros célebres e sua presença no mundo do cinema e da literatura, principalmente graças ao clássico policial de Agatha Christie. O requinte dos vagões e a mitologia sobre o percurso ainda fazem sonhar muita gente, mesmo se atualmente o trem não faz mais o famoso trajeto.

Essa história é tema da exposição Era uma vez o Oriente Express, que vai até o dia 31 de agosto no Instituto do Mundo Árabe, em Paris. O projeto é uma iniciativa da SNCF, a empresa pública responsável pelo sistema ferroviário francês, que está planejando relançar o serviço para os nostálgicos do conforto sobre os trilhos. Para isso, quatro vagões totalmente restaurados estão expostos diante do prédio do museu e, do lado de dentro, um espaço de 800 m² reúne centenas de obras de arte, documentos de arquivos, fotografias, vídeos e objetos que retraçam a trajetória desse mito dos transportes na Europa. A mostra, que vai até 31 de agosto, deve passar depois por Veneza e Viena, antes de desembarcar em Istambul.

O espaço em foco

Enquanto os parisienses voltam no tempo e se recordam das viagens de trem, os austríacos tem a oportunidade de fazer, nesse momento, uma viagem no tempo e no espaço, com a exposição Zero Gravidade, a história da fotografia espacial”, inaugurada esta semana em Viena. Organizada pela galeria Westlicht, a mostra traz 150 imagens que atestam a fascinação do homem pelo universo, e a forma como a fotografia contribuiu para a evolução da astronomia.

Das primeiras imagens em preto e branco feitas a partir da Terra, até as fotografias realizadas por aparelhos instalados em naves espaciais, o evento austríaco mostra como o homem conseguiu, graças às evoluções tecnológicas, conhecer um pouco mais do espaço, mas também de seu próprio planeta. Um exemplo disso foi a missão Apollo 17, em 1972, quando o mundo pôde, pela primeira vez, admirar imagens da Terra inteira vista do céu.

Eterno enfant terrible expõe em Londres

Depois de ter passado por Montreal, Dallas, São Francisco, Madri, Roterdã , Estocolmo, e Brooklyn, a exposição The Fashion World of Jean Paul Gaultier - From the Sidewalk to the Catwalk desembarcou esta semana no Barbican, em Londres. A mostra, que faz uma retrospectiva do trabalho do eterno enfant terrible da moda francesa, tem sido um verdadeiro sucesso por onde passa e já recebeu mais de um milhão de visitantes.

Mas além das centenas de peças do costureiro, a exposição também tem conquistado o público com sua cenografia surpreendente. Imagens projetadas nos rostos dos manequins falam, fazem piadas e brincam com os visitantes, dando a impressão de conversar com quem passa pelos corredores. Uma ideia original do comissário Thierry-Maxime Loriot, do Museu de Belas Artes de Montreal, que realizou o evento em parceria com a Maison Jean Paul Gaultier em Paris.

A exposição fica em cartaz em Londres até 25 de agosto de 2014, de onde vai para a Austrália. Os franceses que não quiserem cruzar o Canal da Mancha terão que esperar até 2015, quando a mostra desembarca no museu do Grand Palais.

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