Cinema/Xavier Dolan

Prêmio do Júri em Cannes, "Mommy" de Xavier Dolan entra em cartaz na França

Mãe e filho vivem uma relação conflituosa em "Mommy", do diretor canadense Xavier Dolan.
Mãe e filho vivem uma relação conflituosa em "Mommy", do diretor canadense Xavier Dolan. Divulgação

O filme do jovem prodígio Xavier Dolan, o diretor mais badalado do Festival de Cinema de Cannes deste ano, está nas salas de cinema da França a partir desta quarta-feira (8). "Mommy", o quinto longa do jovem talento, dividiu o Prêmio do Júri com o veterano francês Jean-Luc Godard.

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"Mommy", quinto filme do jovem canadense Xavier Dolan, é um sopro novo nos códigos do cinema, brincando com os enquadramentos, a narrativa e as regras do bom comportamento. Porque Dolan é tudo, menos bem comportado. Assim como o herói do seu aclamado filme, o adolescente Steve (na pelo do jovem Antoine-Olivier Pilon), Dolan é hiperativo, impulsivo, emotivo e gosta de box.

Emoções fortes

A história se passa no Québec em 2015 e fala da vida de Steve a partir do dia em que é expulso de um centro de reabilitação de jovens problemáticos. Sua mãe, Diane, uma viúva extrovertida (magistralmente interpretada por Anne Dorval) vive exasperada com a agressividade do filho, com quem vive uma relação de "alta tensão".

A entrada em cena de Kyla, uma vizinha "do bem" (Suzanne Clément) que, ao contrário da mãe é introvertida, vai pôr "ordem na casa", reequilibrar o relacionamento edipiano e reintegrar o problemático Steve.

O triângulo afetivo vai viver todas as emoções em 134 minutos, do amor ao ódio, da tristeza ao desespero, da ternura à histeria, tudo isso em um equilíbrio perfeito que confirma o talento genial e único do diretor mais jovem a ser ovacionado pelo mais do que exigente público do Festival de Cannes.

 

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