Cinema/Polêmica

Paulo Coelho e George Clooney se mobilizam a favor da exibição de “A Entrevista”

O escritor brasileiro Paulo Coelho e o ator George Clooney lutam pela exibição do filme "A Entrevista".
O escritor brasileiro Paulo Coelho e o ator George Clooney lutam pela exibição do filme "A Entrevista". Wikipedia/RFI

Paulo Coelho ofereceu nesta quinta-feira (18) US$ 100 mil dólares para a Sony Pictures Entertainment pelos direitos de exibição da comédia “A Entrevista”. O escritor brasileiro não está sozinho. George Clooney lançou ontem um abaixo-assinado de apoio ao estúdio.

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“Ofereço à Sony Pictures Entertainment [US$] 100 mil pelos direitos de "A Entrevista". Postarei o filme no meu blog, gratuitamente. Por favor, entre em contato comigo pela Sony Pictures do Brasil”, escreveu o escritor Paulo Coelho na sua conta no Twitter.
A Sony decidiu não lançar mais no dia 25 de dezembro o filme a comédia “A Entrevista” ("The Interview" no original em inglês) com James Franco e Seth Rogen. A razão foi a recusa das grandes salas de cinema dos EUA em exibir a comédia sobre dois agentes da CIA que tramam a morte do ditador norte-coreano Kim Jong-un.
A decisão foi tomada após a ameaça do grupo de hackers autointitulado Guardiães da Paz. Eles invadiram o servidor da Sony e prometeram orquestrar ataques terroristas aos cinemas que exibissem o filme. Na nota em que fazem a ameaça, os Guardiães da Paz escreveram "lembrem de 11 de setembro de 2001".

Para Paulo Coelho, a atitude do estúdio abre um precedente perigoso. “A Sony está dando aos terroristas exatamente o que eles querem”, publicou no Twitter.

George Clooney lança abaixo-assinado

Em uma entrevista ao site Deadline, o ator George Clooney informou que lançou um abaixo-assinado em apoio ao estúdio Sony, que foi vítima de pirataria, de ameaças e da ação de hackers. “Façam o que for preciso para que esse filme seja lançado. Isso não deve ser feito porque todos têm que ver esse filme, mas ninguém pode nos dizer que não podemos vê-lo. Isso é o mais importante. (…) Permitimos que a Coreia do Norte dite conteúdo. Isso é uma loucura”, declarou o ator.

Até o momento, porém, ninguém assinou o abaixo-assinado. “Ninguém quis ser o primeiro a assinar”, lamentou Clooney. Para o ator, isso mostra o quanto a indústria [do cinema] está assustada”.
 

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