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Cultura

Manter visibilidade após Salão do Livro é desafio para o Brasil, diz curador

Áudio 04:19
Professor de literatura brasileira no Departamento de Estudos Lusófonos da Universidade Paris-Sorbonne, José Leonardo Tonus
Professor de literatura brasileira no Departamento de Estudos Lusófonos da Universidade Paris-Sorbonne, José Leonardo Tonus RFI
Por: Adriana Brandão
7 min

O balanço oficial do Salão do Livro de Paris, que nesse ano homenageia o Brasil, ainda não foi divulgado, mas antes mesmo do anúncio dos números oficiais da feira parisiense, os organizadores consideram que, na edição deste ano, a participação brasileira foi muito positiva. Agora, o desafio para os autores brasileiros é o de manter essa visibilidade em alta.

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Em entrevista à RFI Brasil no Salão do Livro de Paris, o professor da Universidade Sorbonne (Paris 4) e curador da participação brasileira no salão pelo lado francês, Leonardo Tonus, comemora antecipadamente. “Já podemos falar de sucesso. Estou satisfeitíssimo com essa participação do Brasil tanto em termos de frequentação do público francês, como também, do ponto de vista dos autores convidados. Eles também ficaram muito felizes com os debates, com os encontros. Praticamente todos os estandes estavam lotados. As pessoas queriam realmente conversar”, avaliou.

Após o encerramento do salão, que fecha as portas para o público nesta segunda-feira (23), o desafio é o de manter a visibilidade da literatura brasileira durante o resto do ano. Para o curador da participação brasileira no Salão, “os diversos programas de apoio à tradução existentes atualmente vão permitir ao menos, durante esse ano, essa visibilidade. Um exemplo é o programa do Centre National du Livre, um dos parceiros do Salão”, avalia Tonus. Esse programa vai permitir que um grande volume de obras em português seja traduzido ao longo de 2015.

Ainda segundo o curador, a Feira de Frankfurt, em termos de negócio, é mais importante, mas o Salão do Livro de Paris tem um papel fundamental na divulgação dos livros brasileiros. “É uma questão simbólica. A França ainda é o país da literatura, da cultura. A entrada de um autor brasileiro dentro da França permite a sua expansão em outros países francófonos e a sua extensão pela Europa”, avaliou.

Condecoração

Em um gesto de reconhecimento da atuação de Leonardo Tonus na divulgação da cultura brasileira, o curador recebeu, na abertura do Salão, a medalha de “Chevalier des Arts et des Lettres” (cavaleiro das artes e das letras) das mãos da ministra da Cultura da França, Fleur Pellerin.

“Esse é um reconhecimento pelos meus 14 anos de trabalho em universidades francesas, mas é um reconhecimento também para o Brasil e para importância do Brasil dentro da cultura francesa. Não podemos deixar de lembrar que as relações franco-brasileiras no plano cultural datam do século 19, mas têm se mantido ao longo desses últimos anos”.

 

 

 

 

 

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